viernes, 10 de diciembre de 2010

BRASIL: Asesinan a militante da Liga dos Camponeses Pobres.


Tomado del blog hermano DAZIBAO ROJO
http://dazibaorojo08.blogspot.com/

Companheiro Elias, Presente!


As 16h do dia 8 de dezembro, um grupo para-militar formado por jagunços da usina Utinga Leão, situada entre as cidades de Rio Largo e Messial-AL, invadiram por uma mata um acampamento organizado pela Liga dos Camponeses Pobres e tocaram o terror entre os acampados, gritaram nomes de lideranças camponesas da
região e por um acaso neste havia uma grande liderança, o companheiro Elias Francisco Santos da Silva que foi morto com vários disparos de armas de grosso calibre e demais que a pericia identificou como de uso exclusivo das forças armadas, como a exemplo o fragmento de uma cápsula do que seria uma escopeta de uso registro as Forças Armadas Brasileiras.

O companheiro Elias era um homem simples, de uma família humilde, possuía hábitos comuns e trabalhava com muita dignidade. Dirigia a quase um ano a ocupação da área conhecida popularmente como Lageiro no município de Messias-AL. Não era de deixar se levar por falsas promessas, desta forma foi que se aproximou da Liga dos Camponeses Pobres, uma organização séria a qual Elias tinha orgulho de pertencer e defender. Casado, pai de 6 filhos, vivia e produzia com sua familia e tantas outras que estavam acampadas na área.
Existem inúmeras denuncias realizadas pelo movimento camponês alagoano de que há muito a usina Utinga Leão vem treinando seus vigilantes para servir como milícia no combate aos camponeses pobres. Mesmo após diversas denuncias, protestos e manifestações vimos nosso caro companheiro ser brutalmente assassinado pelas mãos do latifúndio. Os jagunços tinham, além das armas exclusivas, capuzes e coletes aprova de balas. Após assassinarem o companheiro Elias e expulsarem os demais camponeses do acampamento, os criminosos permaneceram por entre as arvores que cercam a área até a primeira guanição da Policia Militar chegar, esta ao chegar foi recebida a bala pelos jagunços e foram obrigados a bater em retirada, depois com reforço, voltaram e mais uma vez houve combate, mas o comandante se viu obrigado a se retirar, pois segundo ele os PM's não estavam treinados para combaterem naquelas condições (na mata) porque não havia sido treinados para isso. Estes acontecimentos aliados ao fato de só executarem apenas uma liderança da organização camponesa demonstra que este grupo teve treinamento tático-militar, de inteligência e combate em selva, uma verdadeira tropa de choque do latifúndio.

Na manhã do dia 9 de dezembro, por volta das 10h, quatro elementos, supostamente, os mesmos criminosos do companheiro Elias, tentaram intimidar camponeses do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade - MTL. Mas este já haviam armado seu esquema de segurança e conseguiram botar os jagunços pra correr.

O enterro foi simples e rápido. Os familiares queriam faze-lo o mais rápido possível, pois a brutalidade fascista dos bandidos foi tamanha que alvejaram a queima roupa um tiro de espingarda calibre 12 na face do companheiro, impossibilitando de o caixão ser aberto durante o seu enterro. Mas isto não impediu de que fosse realizadas todas as honras e homenagens proletárias ao combativo defensor da classe trabalhadora. Pra inicio foi cantado o hino da Internacional, logo após cada companheiro e familiar expressou suas últimas palavras ao camarada. Sempre ao fim de cada fala todos vibravam:

Companheiro Elias! Presente!


"Sabei que o povo não falha seja aqui em em outra terra." (Zeca Afonso)


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