domingo, 30 de noviembre de 2014

Videos sobre la lucha armada revolucionaria en Portugal: FP-25 y Brigadas Revolucionárias PRP-BR R




A questão da luta armada no movimento operário

 
 
[Nota: el siguiente es un documento de reflexión y debate que nos ha remitido un camarada portugués. En él se aborda "La cuestión de la lucha armada en el movimiento obrero". El documento está en portugués pero es fácil de entender o en caso necesario los que lo deseen pueden recurrir a herramientas de traducción on line. ]
 

Três artigos de referência para abrir o tema: dois de Lénine e um de Estaline. As citações não substituem a leitura integral dos textos.
 
"A insurreição é espontânea, dizem eles. É impossível organizá-la e prepará-la, todos os planos de ação são utópicos (...) E desta forma, eles dizem: nós devemos cingir-nos às tarefas de propaganda e agitação a favor da insurreição, a favor do armamento das massas; nós devemos cingir-nos à "liderança política"; e quanto à liderança "técnica" do povo insurrecto, deixaremos as ações para quem as pratica"
(...)
 
"São a liderança técnica e a organização do levantamento em toda a Rússia que constituem as novas tarefas com as quais o proletariado está confrontado. E se o nosso partido quer liderar politicamente a classe operária, não pode recusar estas novas tarefas."
 
"Não são as ações de guerrilha que desorganizam o movimento, mas sim a incapacidade de um partido em colocá-las sob a sua alçada.
(...)
 
Em qualquer guerra, uma ação militar desorganiza sempre as fileiras em certa medida. Contudo, isto não significa que não devamos lutar. Significa apenas que temos de aprender a lutar. Eis tudo"
 
"A vitória do socialismo num país. por si só, não elimina todas as guerras. Pelo contrário, ela pressupõe a existência de guerras. O desenvolvimento do capitalismo acontece de forma desigual em diferentes países. Não pode ser de outra forma na produção de mercadorias. É assim irrefutável que o socialismo não pode alcançar a vitória simultaneamente em todos os países. O socialismo chegará à vitória num ou vários países, enquanto outros permanecerão numa fase de domínio burguês ou pré-burguês. Esta situação criará não apenas fricção, mas tentativas diretas das outras burguesias em esmagar o proletariado vitorioso dos estados socialistas. Nesses casos, uma guerra da nossa parte seria legítima e justa. Seria uma guerra pelo socialismo, uma guerra para libertar as outras outras nações da burguesia.
(...)

Os pastores da caridade e os oportunistas estão sempre prontos a alimentar sonhos de um socialismo pacífico. Mas aquilo que realmente os distingue dos social-democratas revolucionários é que estes recusam pensar nas lutas de classes e guerras de classes necessárias a esse fim.
(...)
 
Uma classe oprimida que não se esforce por aprender a usar armas, a adquirir armas, merecer ser tratada como escravos. A menos que sejamos pacifistas aburguesados ou oportunistas, não podemos esquecer que vivemos numa sociedade de classes, e que desta não podemos sair sem luta de classes. Em todas as sociedades de classes, sejam estas baseadas na escravidão, na servidão ou no salariato, a classe opressora está sempre armada."

Nos três textos defende-se a necessidade de preparar esta forma de luta, para ser usada tanto ofensiva como defensivamente.
 
No artigo de Lénine sobre a guerra de guerrilhas, trespassa a sua irritação com os trejeitos escapistas e os desqualificativos como "blanquismo, anarquismo e terrorismo" - fenómenos reais, mas que não são sinónimo de luta armada, e poderão ser instrumentais ao oportunismo e ao reformismo, porquanto Lénine foi ele próprio acusado de "blanquismo" por Rosa Luxemburgo e Eduard Bernstein.
Então qual é a diferença?
 
Voltarei ao tema num outro post, mas para já adianto que Lénine define com precisão o que entende por guerrilha: eliminação física dos inimigos e expropriação de fundos para a ativiade política. Portanto, não é esta a diferença do blaquismo, do anarquismo e do terrorismo, para outros processos de luta insurrecional. A diferença é que a luta armada de guerrilha é uma das fases na escalada das contradições, que neste caso Lénine coloca a seguir às "greves dos trabalhadores (1896-1900), às manifestações de trabalhadores e estudates (1901-02), às revoltas dos camponeses (1902)" e depois ao início das greves políticas já articuladas com manifestações e confrontos de baixa intensidade. A guerra de guerrilhas insere-se nessa escalada que vai desembocar no levantamento de dezembro de 1905. Prever uma escalada das contradições pela simples injeção de violência organizada, que não segue as dinâmicas sociais, é negar o papel das contradições internas. Acresce que Blanqui podia ao seu tempo, dedicar-se apenas à ação revolucionária e conspirativa argumentando que o nível de repressão impedia que as atividades de agitação e propaganda pudessem sequer ser feitas.
 
No 'programa militar da revolução proletária' Lénine expõe com clareza quais os obstáculos que as propostas de "desarmamento" das populações criam à revolução. Argumenta que o desarmamento não responde à questão da revolução - foge dela. Não há revolução sem armas. Lénine opõe-se também à participação em exércitos da burguesia. Contra o exército da burguesia, defende o exército do proletariado. O nosso exército de classe.
 
É importante notar que encontramos, nos dias de hoje, unidade entre diferentes posições reformistas e destas com os liberais, em oposição a esta linha justa. A defesa do desarmamento, por mero exemplo nos EUA onde ainda existe um dispositivo constitucional que protege o direito a possuir armas, parte de posições distintas. Vemos essas mesmas posições distintas chegarem à mesma conclusão no debate sobre o Serviço Militar Obrigatório. Este foi um debate confuso e cheio de miasmas, onde vimos esquerdistas defender uma posição justa, sem assumir a sua consequência lógica. Ou seja, esquerdistas que se opõem ao reforço do exército burguês não porque queiram ser eles a treinar a classe operária na arte da guerra, mas exatamente porque não querem exército nenhum, nem da burguesia, nem do proletariado. Defendem uma posição justa, pelas razões erradas, ou seja, apenas por puro oportunismo pacifista. Por outro lado vemos posições que estão erradas, mas que procuram responder à questão revolucionária, ou seja, a defesa do Serviço Militar Obrigatório para que seja o estado burguês a treinar a classe operária no uso das armas, uma vez que esta não dispõe de ferramentas no imediato para fazer essa aprendizagem. Este não é um debate lateral, é bastante importante para analisar corretamente a questão da luta armada.
 
Voltemos ao início. Essa necessidade de canalizar a revolta popular leva o POSDR, no seu III Congresso, a assumir o papel de vanguarda do levantamento armado - como aqui explica Lénine no relatório ao Congresso. Em abril de 1907, no V Congresso do POSDR em Londres, não se confirma a decisão do III Congresso. Mais, rejeita-se explicitamente a sua aplicação prática. As posições de Lénine e Martov colidem, com o segundo a ganhar a contenda com 65% dos votos.
 
Lénine não vai respeitar a decisão do V Congresso. Juntamente com Estaline e outros camaradas, vão planear e executar o roubo de 341 000 rublos em 1907 em Tblissi.
 
Em aplicação das decisões do III Congresso, Estaline vai criar logo um laboratório para o fabrico de explosivos. Na noite de 12 para 13 de abril de 1906, um comando de seis bolcheviques disfarçados com uniformes do regimento de infantaria, vai expropriar 315 mil rublos do tesouro público também em Tblissi. Estaline é uma figura central durante este processo.Ficará também famoso pelas suas acções militares Semeno Petrossian, mais conhecido como Kamo.
 
Podemos apenas concluir até aqui o seguinte: a luta armada e a guerra assimétrica fizeram-se no passado, fazem parte da história do movimento operário, e corresponderam a momentos de luta que antecederam revoluções. A Revolução de Outubro é apenas um exemplo.
 
Podemos concluir também que até aqui, a história continua a convalidar a tese de Lénine: não existem caminhos pacíficos para o socialismo. Não sabemos se aparecerá no futuro uma experiência ou várias, que ponham em causa a tese, mas aqueles que se dizem do socialismo científico constroem a teoria revolucionária com base na evidência histórica concreta. Não com base em especulações.
E isto é o princípio da discussão.
 
A dialéctica contra o mecanicismo dos dois tempos
 
Convém reconhecer em primeiro lugar que não estamos em 1906 em guerra aberta com o czarismo. Hoje temos sufrágio universal, direitos sindicais, de manifestação e organização. Quando pergunto se nos dias de hoje devemos realizar tarefas tais como preparação militar, guerra assimétrica ou de baixa intensidade, descontando as caricaturas, costumo receber respostas como "não estamos nessa fase" e "primeiro necessitamos do apoio das massas" e a minha preferida "isso seria uma desculpa para reprimirem o movimento". Não costumo insistir. Noto apenas que a caricatura de Blanqui tem uma alma gémea, neste caso será o João Calvino - que inaugura o marxismo-calvinismo.
 
Acham eles que não têm que fazer rigorosamente nada, que não deve haver nenhuma prática revolucionária nem preparação de qualquer tipo, até que uma catástrofe reveladora apareça a sinalizar - "escutai camaradas, agora sim chegou a fase das revoluções". É a pretensão de saber se esta é ou não uma época de revoluções, sentadinhos no alpendre a olhar para a maçã à espera que ela caia de madura. Como se nós estivéssemos fora dessas contradições a observar apenas o que se passa. Como se entre o objectivo e o subjectivo não existisse uma relação dialéctica. Nós somos parte da equação.

Tudo isto se torna ainda mais grosseiro quando observamos que são esses mesmos fatalistas e calvinistas, aqueles que caricaturam e rejeitam todas as iniciativas que respondam a estas dinâmicas. Seja quando um colectivo de jovens ocupa uma casa, ou quando arremessam pedras à polícia. Caricaturar e condenar é o que fazem, enquanto esperam que um meteorito choque com a terra para que se dê início à nova fase.
 
É mais grave ainda dizer que a prática revolucionária justifica a repressão do outro lado, e que portanto a devemos abandonar. Parece-me que temos aqui ciência a mais e não a menos, porquanto isto só pode querer dizer uma de duas coisas: ou que não querem lutar para evitar a repressão; ou então que se descobriu uma fórmula de lutar sem sofrer a repressão do outro lado. Se estamos perante o segundo caso, por favor revelem ao mundo o vosso descafeinado. Queremos todos aprender, mas até lá, e julgando a história das últimas décadas, creio que não levarão a mal o meu cepticismo.
 
Parece-me óbvio que acreditar na hipótese da revolução nos dias de hoje e aqui na Europa, é algo que não se afirma apenas, pratica-se. Parece-me óbvio também que nós não sabemos quando é que se vai fechar o triângulo do fogo, e portanto temos que, não apenas acompanhar as dinâmicas sociais, mas também tentar em cada momento elevar o nível da conflitualidade e preparar-nos para enfrentar o outro lado da barricada. E depois na prática sim, veremos se a "relação de forças" permite introduzir maior conflitualidade, ou se somos forçados a recuar de forma organizada. Na prática concreta, não da boca de uma luminária que julga antever as dinâmicas sociais sem prática, e muitas vezes sem teoria nem prática.
 
Nós não temos apenas a evidência histórica da inexistência de caminhos pacíficos para o socialismo. É óbvia também a impossibilidade geográfica e militar de empreender na Europa formas de luta armada como as guerras populares que se praticam neste momento nas Filipinas e na Índia, ou que se praticaram no passado no Peru e no Nepal; ou ainda as formas que a guerrilha assume na Colômbia ou no Paraguai. Temos portanto que analisar as formas que as expressões armadas poderão assumir na Europa. No passado recente essas experiências foram de organizações como os GRAPO, FRAP, FP-25, ETA, IRA, Brigadas Vermelhas, Fracção do Exército Vermelho, FNLC, etc.
 
Independentemente da nossa concordância ou discordância com a linha política de algumas destas organizações, foram elas que fizeram na prática a guerra contra o estado. São elas que têm o conhecimento acumulado, e é estudando a sua história e as suas ações que poderemos melhorar a nossa prática e construir organizações que aguentem os golpes repressivos, ao mesmo tempo que ganham o apoio das massas e consigam ter a solidez teórica para sobreviver à degenerescência.
 
Conseguir juntar estes ingredientes não é fácil, o mais fácil é simplesmente ignorar esta discussão e caricaturar quem a faz. Os comunista vão ouvir novamente os epítetos parecidos aos que Lénine ouviu: blanquista, anarquista, terrorista. É normal. Faz parte do processo. Mas no final os comunistas e o movimento operário sairão com uma síntese desse debate, que voltará a oferecer à classe operária os instrumentos de que necessita para vencer.
 
Zé do Telhado.
 
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En Donbass liquidaron a 630 mercenarios extranjeros que apoyaban a la junta

 
 
El Fondo Público Interregional de Promoción de la Seguridad Estratégica dio a conocer las cifras de las pérdidas reales de las unidades ucranianas durante la operación de castigo en el este de la antigua Ucrania cerca de Donetsk y Lugansk.

"Las pérdidas por la parte ucraniana en la zona del conflicto constituyen 20.914 personas. Es el número de los militares ucranianos muertos desde el 3 de abril hasta el 27 de noviembre de este año. Según algunos informes, los cuerpos de los fallecidos en los combates fueron trasladados a Dniepropetrovsk y destruidos en el crematorio local o fueron enterrados en el lugar de la ejecución. Muchas de las víctimas aún figuran como desaparecidos", se dice en un comunicado.

El Fondo detalla las pérdidas: "Entre los muertos hay cerca de 3.450 combatientes del "Sector Derecho", así como 30 mercenarios de los batallones especiales "Dniéper", "Azov" y "Aidar", unos 11 715 soldados del ejército ucraniano, así como cerca de 4.141 empleados del Ministerio del Interior, unos 379 funcionarios del SBU, 243 personas del Servicio Nacional de Fronteras, 1.781 personas de otras formaciones militares ucranianas y 88 empleados de la CIA, del FBI y del Departamento de las Fuerzas Especiales de Inteligencia del Ministerio de Defensa de los Estados Unidos".

En especial se destacan las pérdidas entre los mercenarios extranjeros, por lo general, son representantes de empresas militares privadas. Fueron liquidados "630 mercenarios extranjeros de la empresa militar privada Polaca «ASBS Othago», de la americana "Academi" y de su filial «Greystone Limited», de Canadá, Alemania, Gran Bretaña, Lituania, Estonia, Italia, Suecia, Turquía, República Checa, Finlandia, de países africanos, árabes y otros países, que han muerto en combates en Donbass y sus alrededores".

Un tema aparte son los heridos y mutilados. "Fueron heridos cerca de 49.673 personas. Si creemos en los datos filtrados de la reunión a puerta cerrada del Consejo de Seguridad y Defensa Nacional, las pérdidas constituyen 12.000 muertos, cerca de 19.000 heridos y casi 5.000 desaparecidos. Una parte de esta información ha sido confirmada por los hackers de ’KiberBerkut’", se dice en el informe del Fondo.

http://es.novorossia.today/main-news/en-donbass-liquidaron-a-630-mercenarios-.html 

Las Marchas de la Dignidad recorren las calles de todo el estado español




Impresionante video de combatientes de YPG batallando contra el ISIS en Kobane


Al menos 50 yihadistas del ISIS mueren en Kobani en las últimas 24 horas

 
Al menos 50 yihadistas del grupo terrorista Estado Islámico (ISIS) murieron el sábado en enfrentamientos y bombardeos en el enclave kurdo sirio de Kobani, informó hoy el Observatorio Sirio de Derechos Humanos.
 
Cinco de los miembros del ISIS fallecidos eran suicidas, y de ellos cuatro hicieron estallar coches bomba y uno un cinturón de explosivos.
 
El resto de muertos en las filas yihadistas se produjeron a causa de los choques con las kurdas Unidades de Protección de Pueblo (YPG) y con brigadas rebeldes.
 
Los ataques terroristas del sábado a Kobani se han producido desde Turquía con la complicidad del estado turco.
 
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Turquía da manos libres al Estado Islámico (ISIS) para atacar Kobani

 
Por primera vez, el grupo takfirí Estado Islámico (ISIS) ha atacado este sábado la ciudad de Kobani (norte de Siria) desde el territorio turco, la primera ofensiva de este tipo con la complicidad del estado turco desde el inicio del asedio.

El asalto comenzó con un ataque suicida que detonó un vehículo blindado en el cruce fronterizo entre Kobani y Turquía, dijeron el Observatorio Sirio para los Derechos Humanos, con sede en Gran Bretaña y Nawaf Jalil, portavoz del Partido Unión Democrática (PYD).

Antes, los extremistas "atacaban la ciudad desde tres frentes. Ahora lo hacen desde cuatro frentes", dijo Jalil.

Ankara guarda silencio por el momento y no hizo declaraciones sobre el hecho de que el Estado Islámico lanzó su ataque desde territorio turco, aunque un funcionario turco local ha alegado que el ISIS “llevó a cabo ataques a una veintena de metros del puesto fronterizo que todavía está bajo control de las Unidades de Protección Popular (YPG)”.

Periodistas en la zona vieron una espesa humareda negra que se alzaba de Kobani en medio del ataque. El retumbar de armas pesadas repercutía en las lomas circundantes mientras vehículos blindados se posicionaban en la frontera. El Observatorio reportó combates intensos al suroeste de la ciudad, donde el grupo Estado Islámico apoyaba a sus combatientes con tanques.

Desde el inicio de los conflictos en Siria en 2011, el Gobierno del presidente turco Recep Tayyip Erdogan se abstiene de desempeñar un papel constructivo en la lucha contra el terrorismo e incluso ha brindado apoyo a los grupos extremistas con el fin de allanar el camino para el derrocamiento del Gobierno de Damasco, al que se opone firmemente.

A principios del pasado mes de octubre, el diario turco 'Aydinlik' anunció la apertura del primer consulado del ISIS en Ankara (capital), donde se emiten visados a quienes quieran unirse a sus filas para operar en la región.

Por su parte, el periódico turco ‘BirGün’ criticó tajantemente el pasado sábado la ignorancia de Ankara ante la incorporación de sus ciudadanos al ISIS y publicó una foto en la que aparecían unas personas portando las banderas del ISIS en el distrito de Altındağ, en la ciudad capitalina.

Guerra sin cuartel en Ucrania


Autor: James Petras

Traducido para Rebelión por Paco Muñoz de Bustillo

Introducción

Hay signos evidentes que indican la inminencia del estallido de una gran guerra en Ucrania. Una guerra promovida activamente por los países de la OTAN con el apoyo de sus aliados y clientes en Asia (Japón) y Oriente Próximo (Arabia Saudí). Estará caracterizada por una ofensiva militar a gran escala contra la región suroriental de Dombas -donde se sitúan las repúblicas populares ucranio-rusas de Donets y Lugansk, de aspiraciones separatistas- con la intención de deponer al gobierno elegido democráticamente, desarmar a las milicias populares y acabar con los guerrilleros de la resistencia y su base ciudadana, desmantelando a las organizaciones populares representativas y participando en la limpieza étnica de millones de ciudadanos bilingües ucranio-rusos. El próximo ataque militar de la OTAN a la región de Dombas es una continuación y una extensión del golpe de Estado violento de Kiev, que derrocó en febrero de este año al gobierno electo.

La junta de Kiev y sus gobernantes clientelares recientemente “elegidos”, así como sus patrocinadores de la OTAN, están resueltos a llevar adelante una gran purga con tal de consolidar el gobierno dictatorial del títere Poroshenko. Las recientes elecciones patrocinadas por la OTAN excluyeron la participación de varios de los partidos políticos que tradicionalmente habían apoyado a las grandes poblaciones minoritarias del país y fueron boicoteadas en la región de Dombas. Esta farsa electoral de Kiev sentó las bases para el siguiente movimiento de la OTAN, que tiene como objetivo convertir a Ucrania en una gigantesca base militar multifuncional de EE.UU., para poder llegar al corazón de Rusia y servir como una nueva colonia del capital alemán, suministrando a Berlín cereales y materias primas y sirviendo de mercado cautivo para los bienes manufacturados alemanes.

Occidente está siendo barrido por una fiebre bélica y las consecuencias de esta locura se agravan con el paso de las horas.
 
Señales de guerra: Campaña de propaganda y de sanciones, cumbre del G-20 y refuerzos militares
 
El redoble oficial de guerra, iniciado por la junta de Kiev y sus milicias fascistas, resuena a diario en todos los medios de comunicación occidentales. Los principales creadores de propaganda y los portavoces de los gobiernos publican o anuncian nuevos relatos manipulados sobre el aumento de las amenazas militares rusas a sus vecinos y las incursiones transfronterizas en Ucrania. Se “informa” de nuevas incursiones rusas desde las fronteras nórdicas y los estados bálticos al Cáucaso. El gobierno sueco contribuye a aumentar el nivel de histeria al hablar de un misterioso submarino “ruso” cerca de la costa de Estocolmo, sin llegar a identificarlo o localizarlo (ni, por supuesto, a confirmar su “observación”). Estonia y Lituania afirman que aviones militares rusos han violado su espacio aéreo, aunque tampoco llegan a confirmar la noticia. Polonia expulsa a “espías rusos”, sin pruebas ni testigos. Al mismo tiempo, los ejércitos de estados clientelares de la OTAN desarrollan ejercicios militares conjuntos a gran escala a lo largo de las fronteras rusas, en los países bálticos, Polonia, Rumania y Ucrania.

La OTAN está enviando enormes cargamentos de armas a la junta de Kiev, así como asesores de las “fuerzas especiales” y expertos en contrainsurgencia, en anticipación de un ataque a gran escala contra los rebeldes de Dombas.

El régimen de Kiev nunca ha llegado a cumplir en alto el fuego acordado en Minsk. Según la oficina del Derechos Humanos de la ONU, un promedio de 13 personas –civiles en su mayoría- han muerto cada día desde la firma del alto el fuego de septiembre. Los informes de la ONU hablan de 957 personas asesinadas en ocho semanas, la inmensa mayoría de ellas por las fuerzas armadas de Kiev.

Por su parte, el régimen de Kiev ha suprimido todos los servicios públicos y sociales básicos a las “Repúblicas Populares”, incluyendo la electricidad, el combustible, las pensiones, los suministros médicos, y los salarios a funcionarios, profesores, personal sanitario y trabajadores municipales, además de bloquear la banca y el transporte.

La estrategia consiste en estrangular aún más la economía, destruir la infraestructura y forzar a un éxodo masivo de refugiados desde las ciudades densamente pobladas de la frontera hacia Rusia, para luego lanzar ataques masivos, con misiles y artillería, por tierra y aire contra los centros urbanos y las bases rebeldes.

La junta de Kiev ha dispuesto una movilización total en las regiones occidentales, acompañada de furiosas campañas de adoctrinamiento contra los rusos y los ortodoxos del este, destinadas a atraer a los matones más violentos de la extrema derecha chovinista e incorporar brigadas militares filonazis a las tropas de choque de vanguardia. La utilización cínica de milicias fascistas irregulares “liberará” a la OTAN y a Alemania de cualquier responsabilidad por el terror y las atrocidades inevitables de la campaña. Este sistema de “denegación verosímil” reproduce las tácticas de los nazis alemanes, cuyas hordas de ucranianos fascistas y croatas de la Ustacha fueron notorias durante sus campañas de limpieza étnica.
 
El G-20 y la OTAN: Apoyo a los bombardeos de Kiev
 
Con el fin de aislar y debilitar la resistencia en Dombas y garantizar la victoria de los inminentes bombardeos del ejército ucraniano, la Unión Europea y Estados Unidos están intensificando sus presiones económicas, militares y diplomáticas sobre Rusia para que esta abandone a las recientes democracias populares de la región sudeste de Ucrania, que tienen en Moscú a su principal aliado.

La escalada de sanciones económicas contra Rusia está diseñada para debilitar la capacidad de la resistencia de Dombas de defender sus hogares, pueblos y ciudades. Cada uno de los envíos de suministros médicos básicos y de alimentos que realiza Rusia a la población sitiada crea nuevos estallidos de histeria, porque contrarrestan la estrategia de la OTAN destinada a matar de hambre a los partisanos y a su base popular para obligarles a someterse a o provocar un éxodo en busca de la seguridad tras la frontera rusa.

Después de sufrir una serie de derrotas, el régimen de Kiev y sus estrategas de la OTAN decidieron firmar un “protocolo de paz”, el denominado acuerdo de Minsk, para detener el avance de las tropas de la resistencia de Dombas hacia las regiones del sur y proteger a los soldados y milicias de Kiev que resistían en bolsas aisladas en el este. Los acuerdos de Minsk tenían como objetivo permitir que la junta de Kiev formara su ejército, reorganizara sus mandos e incorporara a las diversas milicias nazis a sus filas como preparación para la “ofensiva final”. El refuerzo del ejército en el interior y la escalada de sanciones de la OTAN en el exterior serían dos aspectos de la misma estrategia: el éxito de un ataque frontal a la resistencia democrática de Dombas depende de la reducción del apoyo militar ruso por causa de las sanciones internacionales.

La hostilidad despiadada de la OTAN hacia el presidente Putin se puso claramente de manifiesto en la cumbre del G-20 en Australia. Las amenazas políticas y los insultos públicos de los presidentes y primer-ministros de la OTAN, especialmente, Merkel, Obama, Cameron, Abbott y Harper, fueron un complemento del incremento del bloqueo destinado a producir el hambre entre los rebeldes y los centros de población sitiados del sudeste. Tanto las amenazas económicas del G-20 contra Rusia y el aislamiento diplomático de Putin como el bloqueo económico de Kiev son preludios de la “Solución Final” de la OTAN: la aniquilación física de cualquier vestigio de resistencia en Dombas, de la democracia popular y de sus lazos culturales y económicos con Rusia.

Kiev depende de que sus mentores de la OTAN impongan nuevas severas sanciones contra Rusia, especialmente si la invasión que planea se encuentra con una resistencia firme y bien armada, reforzada por el respaldo ruso. La OTAN cuenta con que la recientemente reforzada capacidad militar pueda destruir con eficacia los centros de resistencia del sudeste.

La OTAN se ha decantado por una campaña de “todo o nada”: apoderarse de toda Ucrania o, si no lo consigue, destruir al incontrolable sudeste, arrasar a su población y su capacidad productiva y emprender una guerra económica (y posiblemente también armada) sin cuartel contra Rusia. La canciller Angela Merkel apoya dicho plan, a pesar de las quejas de los empresarios alemanes, que ven caer en picado sus exportaciones a Rusia. El presidente Hollande también ha ofrecido su respaldo haciendo oídos sordos a las protestas de los sindicalistas franceses, preocupados por los miles de empleos que se perderán en los astilleros. El primer ministro británico, David Cameron, está deseando una guerra económica contra Rusia y ha sugerido que los banqueros de la City londinense deberían encontrar nuevos canales para blanquear las ganancias ilícitas de los oligarcas rusos.
 
La respuesta rusa
 
Los diplomáticos rusos buscan desesperadamente un compromiso que permita a la etnia ruso-ucraniana del sudeste Ucrania retener cierta autonomía dentro de una federación y recuperar su influencia dentro de la “nueva” Ucrania resultante del golpe de Estado. Los estrategas militares rusos han proporcionado ayuda logística y militar a la resistencia con el fin de evitar otra masacre similar a la que tuvo lugar en Odessa, cuando fascistas ucranianos asesinaron a miles de conciudadanos de etnia rusa. Por encima de todo, Rusia no puede permitirse tener bases militares conjuntas de la OTAN y los nazis de Kiev a lo largo de su frontera común, con capacidad para imponer el bloqueo de Crimea y forzar un éxodo de las personas ruso-ucranianas de la región de Dombas. Con Putin a la cabeza, el gobierno ruso ha intentado proponer compromisos que permitieran la supremacía económica occidental sobre Ucrania, pero sin ceder ante la expansión de la OTAN y la absorción de Kiev.

Esta política de conciliación ha fracasado una y otra vez.

El “régimen de compromiso” democráticamente elegido en Kiev fue derrocado en febrero de 2014 tras un golpe de Estado violento que instaló en el poder a una junta favorable a la OTAN.

Kiev ha violado el acuerdo de Minsk impunemente, con el apoyo de las potencias de la OTAN y de Alemania.

La reciente cumbre del G-20 en Australia actuó como un coro demagógico contra el presidente Putin. El encuentro crucial de cuatro horas entre Putin y Merkel resultó un completo fiasco ya que Alemania se limitó a seguir a pies juntillas la consigna de la OTAN.

Finalmente, Putin respondió ampliando la disposición de tropas aéreas y terrestres listas para intervenir a lo largo de sus fronteras, al tiempo que aceleraba el acercamiento económico de Moscú hacia Asia.

Pero lo más importante es que el presidente Putin ha anunciado que Rusia no puede quedarse al margen y permitir la masacre de todo un pueblo en la región de Dombas.

El inminente bombardeo que Poroshenko prepara contra la población del sudeste de Ucrania ¿tiene como objetivo provocar una respuesta de Rusia ante la crisis humanitaria? ¿Se enfrentará Rusia a la ofensiva de Kiev -dirigida por la OTAN- arriesgándose a una ruptura total con Occidente?

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Mercenarios a sueldo del Estado Islámico

 
Un estudiante indio de 23 años llamado Majeed Areeb, que durante los últimos seis meses luchó al lado del Estado Islámico en Irak, fue detenido este viernes en el aeropuerto turco de Estambul y trasladado a Bombay por agentes de Inteligencia, informa el sitio web indio Mid-Day.

Según el sitio, el joven, sospechoso de haber matado a 55 personas durante los combates en el territorio del autoproclamado califato, decidió abandonar las filas yihadistas porque consideraba que la remuneración que recibía por su 'trabajo' era insuficiente.

Los investigadores aseguran que Majeed Areeb, junto con otros tres jóvenes de la ciudad de Kalyan, en el estado indio de Maharashtra, llegaron a Irak en mayo para unirse al grupo terrorista. De momento no se sabe cómo Areeb logró escapar a Turquía desde el territorio ocupado por los yihadistas.

http://pravdainternacional.blogspot.com.es/2014/11/un-yihadista-indio-abandona-el-estado.html

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INDIA: NOTICIAS DE LA GUERRA POPULAR

INDIA: NOTICIAS DE LA GUERRA POPULAR
Nota – Reproducimos a continuación una selección de noticias sobre la guerra popular revolucionaria actualmente en desarrollo en la India y que dirige el Partido Comunista de la India (Maoísta), correspondientes al mes de Noviembre de 2014, que han sido extraídas del blog del  Comité Internacional de Apoyo a la Guerra Popular en la India y de la web Signalfire y traducidas al español por Gran Marcha Hacia el Comunismo:
LOS MAOISTAS CELEBRAN UN MITIN EN VISAKHA AGENCY Y ANUNCIAN QUE DISTRIBUIRÁN PLANTACIONES DE CAFÉ A LOS ALDEANOS
Visakhapatnam – 27 Noviembre 2014 – Ante la celebración la semana que comienza el 2 de Diciembre del aniversario del Ejército Guerrillero de Liberación Popular (EGLP), el PCI (Maoísta) celebró un mitin en Visanka Agency, en la frontera con Odisha el jueves para rendir homenaje al miembro del Comité del Distrito Sharath y al miembro de la milicia P. Ganapathi asesinados el 19 de octubre, informa la web del periódico The Hindu. Al mitin asistieron aldeanos de 33 pueblos de la circunscripción del Concejo Municipal de Balapam Gram y en él intervino Kaliasam, secretario de la división oriental del Partido así como un centenar de otros destacados dirigentes y cuadros maoístas. Kaliasam denunció al Superintendente de policía Koya Praveen y exigió que no se lleve a cabo la propuesta creación de una fuerza de protección rural y también anunció que las plantaciones de café en Siirbala, RV Nagar y Chapagedda serán distribuidas pronto a los “girijans” (habitantes de las colinas) dado que el partido considera que la riqueza forestal les pertenece. En el pasado el PCI (Maoísta) ha distribuido 6 plantaciones de café a los girijans.
LOS MAOÍSTAS QUEMAN 8 TRACTORES QUE SUMINISTRABAN MATERIAL A LA POLICIA EN JHARKHAND
La web informativa SATP informa que hacia las 9.30 horas de la mañana del 26 de Noviembre cuadros del PCI (Maoísta) quemaron 8 tractores en la aldea de Rai, cerca de los bosques Saryu en el distrito Latehar, estado de Jharkhand tras intercambiar disparos con miembros de la Fuerza Policial de la Reserva Central (FPRC). El combate duró hasta las 11 de la mañana. Hacia las 2 de la tarde se volvieron a producir choques armados y los guerrilleros quemaron los tractores y escaparon.
GUERRILLEROS MAOÍSTAS EFECTUAN EN CHHATTISGARH  UNA EMBOSCADA A UNA PATRULLA DE LA POLICIA HIRIENDO A 7 Y ATACAN UN HELICOPTERO DE LA FUERZA AEREA
Raipur – 21 Noviembre 2014 – La agencia india de noticias IST informa que en el día de hoy guerrilleros maoístas llevaron a cabo una emboscada contra una patrulla de la Fuerza Policial de la Reserva Central (FPRC) y efectuaron disparos que dañaron un helicóptero de la fuerza aérea tras un combate armado en las densas selvas de Sukma en Chhattisgarh, a 450 km de Raipur capital del Estado,  hiriendo a 7 policías y un comando de la IAF. El incidente se produjo cuando miembros de la policía india realizaban una operación en la zona de Chintagufa. El helicóptero de la fuerza aérea que acudió en auxilio de los policías resultó dañado por disparos de los guerrilleros
3 POLICIAS HERIDOS AL ESTALLAR UN ARTEFACTO EXPLOSIVO EN CHHATTISGARH
Raipur – 21 Noviembre 2014 – 3 policías, incluido un inspector de la Fuerza Policial de la Reserva Central (FPRC) resultaron heridos hoy al explotar un artefacto colocado por los guerrilleros maoístas en el distrito de Bijapur, en Chhattisgarh, mientras efectuaban una operación contra la insurgencia maoísta, informa la agencia india de noticias PTI.
LA POLICIA DESMANTELA UN CAMPO DE ENTRENAMIENTO DE LA GUERRILLA MAOÍSTA EN JHARKHAND TRAS UN FEROZ COMBATE ARMADO 
Dumka (Jharkhand) – 21 Noviembre 2014 – Un campo de entrenamiento de la guerrilla maoísta en la aldea de Sitasal, distrito de Dumka, en Jharkhand, fue desmantelado por las fuerzas represivas indias hoy, según comunica la agencia de noticias india PTI. Tras un feroz combate armado con los guerrilleros, la policía encontró en el lugar 72 piezas de gelatina, uniformes y literatura maoísta, bolsas con medicinas y utensilios de uso diario. La policía detuvo asimismo a Sambhunath Dehri, de 25 años, para ser interrogado.
GUERRILLEROS MAOÍSTAS VUELAN UNA ALCANTARILLA Y QUEMAN UNA EXCAVADORA EN ODISHA
Nuapada – 21 Noviembre 2014 – La agencia de noticias india Express News Service informa que guerrilleros maoístas volaron una alcantarilla y quemaron una excavadora en Dharambandha, distrito de Nuapada, en Odisha, a tan solo un kilómetro de un campamento de la Fuerza Policial de la Reserva Central (FPRC). Según informaciones locales, unos 25 guerrilleros maoístas, incluidas varias mujeres, se presentaron en Chulabhat y quemaron una excavadora, que estaba siendo utilizada para drenar un canal en la colina próxima a la aldea de Bankipani. Posteriormente los guerrilleros se desplazaron hasta Dharambandha y volaron una alcantarilla en la carretera que conecta Potora con Dharambandha. Uno de los guerrilleros, que se identificó como Budhuram Paharia y de ser el portavoz de la división maoísta en Nuapada, efectuó una llamada telefónica a algunos periodistas del distrito y les comunicó que la acción se llevó a cabo como parte del “bandh” (paro general) que habían convocado en el distrito.
GUERRILLEROS MAOÍSTAS ANIQUILAN A UN ANTIGUO CABECILLA DE LA ADMINISTRACION LOCAL EN  CHHATTISGARH
Raipur – 21 Noviembre 2014 -  Bhagat Kunjam, de 48 años, natural de la aldea de Dhurli, distrito de Dantewada en Chhattisgarh,  y que fue antiguo cabecilla de la administración local, fue aniquilado por guerrilleros maoístas la pasada noche, informa la agencia india de noticias PTI citando fuentes policiales.
ACCIÓN DE PROPAGANDA MAOÍSTA CONTRA UN RESORT PRIVADO EN TIRUNELLY
Kalpeta – 19 Noviembre 2014 – Un grupo compuesto por 6 maoístas realizaron una acción de propaganda contra el resort privado Agraharam en Tirunelly, estado de Kerala,  a primeras horas del día 18, informa la agencia india IST. El grupo penetró en el resort y rompió cristales del edificio de oficinas, residencia del personal y del centro de recepción. Destruyeron mobiliario, un ordenador, una impresora y un teléfono y, antes de abandonar el lugar, colocaron carteles donde se conmemoraba el 10º aniversario del Partido Comunista de la India (Maoísta) y se exigía tierra para los habitantes de las tribus sin tierra y oponiéndose al cultivo de setas en el resort. Las pérdidas ascienden a unas 200.000 rupias.
LOS MAOISTAS QUEMAN UN VEHICULO ELECTORAL DEL  PARTIDO BJP EN JHARKHAND
Gumla – 18 Noviembre 2014 - El portal informativo surasiático SATP, citando a “The Times of India”,  informa que presuntos cuadros del Partido Comunista de la India (Maoísta) quemaron en la tarde del 18 de Noviembre un vehículo electoral del reaccionario partido gobernante BJP (Partido Popular Indio) en la aldea de Patgachha, distrito de Gumla, en Jharkhand, ardiendo igualmente los materiales de campaña electoral que iban en el vehículo.  Al parecer un grupo de maoístas hizo detenerse al vehículo (modelo Bolero) y pidieron a sus ocupantes que lo abandonaran,  les dijeron que cómo estaban haciendo propaganda electoral si había convocado un boicot a las elecciones, quemando el vehículo delante suyo.
EL PCI (MAOÍSTA) REESTRUCTURA SU COMITÉ DE LA ZONA ESPECIAL BIHAR ORIENTAL JHARKHAND ORIENTAL
Ranchi – 18 Noviembre 2014 – Según informa la agencia de noticias TNN, el PC de la India (Maoísta) ha introducido cambios estructurales en su organización formando un nuevo comité que se centrará en la región de Jharkhand-Bihar y desmantelando el existente. La creación del Comité de la Zona Especial Bihar Oriental Jharkhand Oriental abarcará cuatro distritos (Dumka, Godda, Pakur y Jamtara bajo la división Santhal Pargana y Bhagalpur, Bankam Jamui Lakhisarai y Monghyr en Bihar), como resultado de la estrategia adoptada en la reunión plenaria del Comité Central del PCI (Maoísta) de 2013. El dirigente maoísta Rupeshji ha declarado en relación a esta reestructuración: “Existe gran resentimiento por parte del campesinado de las tribus contra las clases dominantes en la región de Santhal y el Partido ha decidido darle una dirección.”
El comunicado de la reunión plenaria del Comité Central del PCI (Maoísta) de 2013 señalaba que: “En Bihar-Jharkhand el pueblo se ha fortalecido en 30 años de lucha de clases y guerra popular. Ha hecho frente a varias campañas represivas del enemigo y las ha derrotado. En la actualidad los campesinos y maestros están combatiendo activamente. El campesinado adivasi de Jharkhand está luchando de forma militante contra las conspiraciones de las clases dominantes para minar la Ley de Arrendamientos Chota Nagpur, contra el desplazamiento y por la anulación de los acuerdos con las multinacionales firmados por el Gobierno del Estado. También en Bihar los campesinos están luchando sobre varios asuntos. Existen diversas potencialidades para que avance el movimiento en Bihar Jharkhand. Debemos implementar tácticas en los próximos 2 años y trabajar con el objetivo de reactivar las zonas en retroceso. Debemos movilizar y consolidar las fuerzas del Partido donde han quedado dispersas. Debemos fortalecernos en las zonas donde nos hemos debilitado y expandirnos a nuevas zonas y esferas apoyándonos en la fuerza consolidada”.
Según la policía los dirigentes maoístas en la región son  Pavitar Da alias Nandlal Manjhi, Pravil Da alias Hirendra Murmu, Shahdeo Ravi alias Tala Da, Kanchan Yadav alias Mota, Daud hembram alias Vimal Da y Joseph Hansda.
UN POLICIA JAWAN HERIDO AL EXPLOTAR UN ARTEFACTO COLOCADO POR LA GUERRILLA MAOISTA EN CHHATTISGARH
Raipur – 18 Noviembre 2014 – Un policía jawan de la Fuerza Policial de la Reserva Central (FPRC) resultó herido al explotar un artefacto colocado por guerrilleros maoístas en la carretera entre Awapalli y Basaguda, distrito de Bijapur, en Chhattisgarh, informa la agencia de noticias IST. El herido pertenecía a un grupo de policías que custodiaba unas obras de construcción.
UN INFORMADOR DE LA POLICIA ES ANIQUILADO POR GUERRILLEROS MAOISTAS EN GHATSILA
Jamshedpur – 18 Noviembre 2014 – Sunil Bodra, de treinta y tantos años, resultó muerto por los disparos de dos guerrilleros maoístas en  Narsinghgarh, subdivisión de Ghatsila, estado de Jharkhand, cuando regresaba a su domicilio, informa un despacho de la agencia  TNN. Según fuentes locales Bodra estaba entre los objetivos de los guerrilleros habiendo sido acusado de ser un informador a sueldo de la policía.
DOS GUERRILLEROS MAOÍSTAS MUEREN EN UN COMBATE EN CHHATTISGARH
Raipur – 17 Noviembre 2014 – La agencia de noticias IST informa que dos guerrilleros maoístas, un hombre y una mujer, resultaron muertos hoy en un combate armado cuando la policía descubrió un campamento de tránsito de los maoístas en las junglas de Bechapal, región de Mirtoor, en el distrito de Bijapur, estado de Chhattisgarh,  a 400 km de la capital del estado Raipur.
DOS POLICIAS DE COBRA HERIDOS EN UN ENFRETAMIENTO CON GUERRILLEROS MAOÍSTAS EN CHHATTISGARH
Raipur – 17 Noviembre 2014 – Según informa la agencia de noticias PTI, dos polícas jawans de la unidad de élite CoBRA resultaron heridos en un combate armado con guerrilleros maoístas en el distrito de Sukma, estado de Chhattisgarh. El combate duró una hora aproximadamente y los guerrilleros escaparon al interior de la jungla sin tener baja alguna.
COMBATE ARMADO ENTRE GUERRILLEROS MAOISTAS Y POLICIAS EN GUMLA ACABA CON UN POLICIA JAWAN HERIDO
Gumla – 14 Noviembre 2014 – El portal informativo Zee News recoge un despacho de la agencia PTI donde se comunica que un policía jawan de la Fuerza Policial de la Reserva Central (FPRC) resultó herido en un enfrentamiento armado con guerrilleros maoístas en la jungla Kasmarm del distrito de Gumla, en Jharkhand. El combate armado se inició a primeras horas de la mañana y se prolongó hasta la tarde.
APARECEN CARTELES MAOISTAS EN EL DISTRITO DE KASARGOD (KERALA)
Kasargod – 14 Noviembre 2014 – Según informa la agencia Express News Service, tras la aparición de numerosos carteles de apoyo a los maoístas en Kanhangad y Nileshwaram, ahora han aparecido también carteles similares firmados por un denominado Frente Democrático Revolucionario en las paredes de la nueva estación de autobuses, la estación de tren y en Cherkala, en Kasargod (Kerala.) En los carteles se  lee: “El maoísmo no es terrorismo, sino la manera de liberar a los oprimidos. El pueblo tiene derecho a coger las armas para la autodefensa. Cese inmediato de la Operación Cacería Verde”. Recientemente también estos mismos carteles fueron pegados en Mavelikkara en Alappuzha y en Attppady, en Palakkad.
GUERRILLEROS MAOISTAS DESTRUYEN LA CASA DE HUESPEDES DE UNA EMPRESA DE GRANITO EN KORAPUT (ODISHA)
Koraput – 14 Noviembre 2014 – Una casa de huéspedes perteneciente a una empresa de granito en Pedapadu, Koraput (Odisha) fue destruida hacia las 8 de la tarde del día 13 por un grupo de entre 30-40 guerrilleros maoístas en protesta contra la propuesta de que se establezca un campamento de la Fuerza de Seguridad Fronteriza (BSF) en la zona,  informa la agencia de noticias PTI. Los maoístas se presentaron en el lugar y utilizaron una máquina JCB de la empresa de granito para destruir el edificio. Antes de abandonar el lugar los maoístas pegaron carteles firmados por la División de Srikakulam-Koraput del PCI (Maoísta) donde se leía que habían atacado el edificio en protesta por el desplazamiento a Pedapadu de personal de las fuerzas represivas.
MAOÍSTAS QUEMAN DOS VEHÍCULOS EN LA AUTOPISTA NACIONAL 30 EN CHHATTISGARH
El portal informativo SATP, citando a The Pioneer, comunica que un volquete y una máquina apisonadora fueron quemados por un grupo compuesto por unos 20 maoístas en la Autopista Nacional 30 cerca de la aldea de Kukanar, distrito de Jagdalpur, en Chhattisgarh, en la tarde del 13 de noviembre. Los dos vehículos efectuaban trabajos de reparación de carreteras. Los maoístas llegaron al lugar y pidieron al contratista y a los trabajadores que cesaran el trabajo antes de incendiar las dos máquinas.
EL COMITÉ DE MAHARASHTRA DEL PCI (MAOISTA) LLAMA A PROTESTAR CONTRA LOS ASESINATOS DE DALITS
Pune – 12 Noviembre 2014 – El Comité del Estado de Maharashtra del PCI (Maoísta) ha difundido un comunicado llamando a los dalits a formar grupos para erradicar el sistema de castas y lanzar un movimiento de resistencia para condenar el brutal asesinato de tres personas de una familia dalit en la aldea de Javkhed Khalsa, distrito de Ahmednagar en Maharashtra. El comunicado, firmado por el Camarada Sahyadri, compara el incidente de Pathardi con los asesinatos de dalits en Khairlanji y llama al Ejército Guerrillero de Liberación Popular, a los jantana sarkar, organizaciones revolucionarias, dalits y no dalits e intelectuales a condenar y efectuar una enérgica protesta contra los asesinatos de Pathardi donde fueron masacrados  un matrimonio y su hijo. El PCI (Maoísta) acusa a sujetos de la comunidad Brahmani hindú de los crímenes contra los dalits. “La única opción –dice el comunicado- es que los dalits muestren su fuerza. Los maoístas apoyarán plenamente la lucha de los dalits contra los fascistas brahmánico hindúes”.  Los maoístas también han difundido panfletos condenando el crimen.
ATAQUE MAOÍSTA CONTRA LA EMPRESA NITTA GELATIN INDIA LTD
Kochi – 11 Noviembre 2014 – Un grupo de maoístas, de entre 25 y 35 años enmascarados atacaron las oficinas de la empresa Nitta Gelatin India Ltd en Panampilly Nagar, destrozaron la puerta principal, los paneles informativos, ordenadores y teléfono, el parabrisas de un coche y distribuyeron panfletos firmados por el PCI (Maoísta) donde se leía que era necesario realizar ataques armados contra la compañía por contaminar el medio ambiente en  Kathikudam, según informa la web del Deccan Chronicle. El ataque se produjo a las 7.50 horas de la mañana del lunes día 10 durante el cambio de turno de los vigilantes de la policía que custodian las oficinas de la empresa. Según las cámaras de vigilancia que recogieron el incidente, el ataque duró dos minutos durante el cual se difundieron los panfletos a las personas que estaban en las proximidades y los maoístas desaparecieron rápidamente del lugar tras la acción.
CARTELES MAOÍSTAS APARECEN EN MAVELIKKARA (KERALA)
Alappuzha – 10 Noviembre 2014 – Según informa la web del periódico “The New Indian Express”, recientemente han aparecido en diversos lugares de Mavelikkara, Kerala, carteles firmados por el Comité de Ghat Occidental del PCI (Maoísta) conmemorando el 10º aniversario del Partido, denunciando al gobierno por apropiarse de millones de rupias en nombre del desarrollo del turismo pese a que los resorts turísticos son propiedad de una élite minúscula que degrada la biodiversidad  y llamando a derrotar a las fuerzas armadas patrocinadas por los gobernantes.  En los carteles se reproducía una foto de una manifestación de adivasis
LOS MAOÍSTAS QUEMAN VEHICULOS Y BLOQUEAN LAS CARRETERAS DURANTE EL PARO CONVOCADO EN BASTAR
Raipur – 8 Noviembre 2014 – La web informativa india Zee News informa que, según la policía,  durante el paro general de un día convocado por los maoístas contra la Operación Cacería Verde en la región de Bastar,  en el estado de Chhattishargh, se han producido diversos incidentes. Así, los maoístas quemaron 3 vehículos en Nareli Ghati entre las zonas de Bhansi y Bacheli, distrito de Dantewada, a primeras horas del día. También, en el distrito de Bastar, un grupo de maoístas se apoderó de un ordenador, un walkie talkie y un teléfono móvil en la oficina de la estación ferroviaria de Kalnoor. Además, el tráfico ferroviario quedó cortado cerca de la aldea de Tudparas, afectando a la ruta Kirandul-Vishakhapatnam. También bloquearon el tráfico en la carretera de Sukma cerca de la aldea de Katekalyan, derribando un árbol. Varios tramos de carreteras cortadas por árboles colocados por los maoístas quedaron bloqueadas: en el distrito de Narayanpur en la carretera de Ravghat; en las carreteras de Kondagaon, Orchha y Antagadh; en la Autopista Nacional 30 cerca de las aldeas de Rokel y Keratong y en muchos otros lugares de la región de Bastar y del distrito de Bijapur.
PRESUNTOS MAOÍSTAS ANIQUILAN A UN INFORMADOR DE LA POLICIA EN ODISHA
Koraput (Odisha) – 8 Noviembre 2014 – La web informativa india DNA  informa que Radhaya Sirika, de 60 años, residente y jefe de la tribu de la aldea de Siriguda, distrito de Koraput, en el estado de Odisha, fue aniquilado por un presunto grupo de maoístas, bajo la acusación de ser un informador de la policía.
LA GUERRILLA MAOISTA EXPLOSIONA UN ARTEFACTO EN CHHATTISGARH
Según el portal informativo SATP recogiendo un despacho de Zee News, el 5 de Noviembre guerrilleros del PCI (Maoísta) explosionaron un potente artefacto bajo un puente entre Pamalwaya y Cherpal, distrito de Bijapur. La explosión produjo un enorme cráter en la carretera Bijaupur-Gangaloor.
LOS MAOÍSTAS CELEBRAN UN MITIN EN LA FRONTERA ANDHRA-ODISHA
Visakhapatnam – 5 Noviembre 2014 – Según una noticia publicada en la web del periódico “The Hindu”, el comité de la zona de Korukonda del PCI (Maoísta) organizó un mitin en la zona administrativa de Munchingput, frontera Andhra-Odisha,  el lunes día 3 para rendir homenaje a dos de sus militantes asesinados el 19 de octubre cerca de Korukonda. El secretario del comité Vijayalakshmi, se dirigió,  junto con otros oradores , ante los más de dos mil lugareños que asistieron, denunciando a la policía como instigadora de los asesinatos.
LOS MAOÍSTAS COLOCAN CARTELES CONTRA LAS ELECCIONES EN JHARKHAND
Dhanbad – 5 Noviembre 2014 – Un despacho de la agencia TNN informa que los rebeldes maoístas han intensificado su actividad  en Giridih, en el estado de Jharkhand,  para desbaratar las elecciones del 25 de Noviembre, colocando carteles llamando a los aldeanos a boicotearlas.
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Mubarak es hallado NO culpable de todos los cargos

 
[Nota: nosotros nos preguntamos aquellos que elogian el nuevo régimen de Egipto como nacionalista y anti-imperialista que tienen que decir ante la absolución de Mubarak, sanguinario criminal y títere del imperialismo yanqui tanto tiempo. Con anti-imperialistas como estos vamos "bien".]
 
El Tribunal Penal de El Cairo, capital de Egipto, ha desestimado este sábado todos los cargos que pesaban en contra del exdictador Hosni Mubarak, sus dos hijos y siete responsables de las fuerzas de seguridad, entre ellos el exministro del Interior Habib al-Adli.

La corte egipcia ha desestimado el cargo de complicidad en la muerte de centenares de manifestantes durante el levantamiento de 2011, que acabó con tres décadas de dictadura de Mubarak, que pesaba tanto contra él como contra los mencionados siete responsables.

Asimismo, el tribunal ha absuelto a Mubarak de varios cargos de corrupción, entre ellos, el de su participación en una operación de venta de gas natural al régimen de Israel por debajo del precio de mercado.

Después de que el juez Mahmud Kamel al-Rashid acabara de leer el veredicto final, los dos hijos de Mubarak, Alaa y Gamal, y otros acusados se han acercado a Mubarak para besarle la frente.

Pese a haber sido absuelto de todos los cargos por los que se le juzgaba la jornada de hoy, Mubarak deberá permanecer preso en un hospital militar localizado en un suburbio de El Cairo, en cumplimiento de una condena de tres años, dictada en su contra el pasado mes de mayo, por otro caso de corrupción.

Cabe mencionar que cientos de personas se han congregado a las afueras del tribunal donde se ha dictado sentencia, junto a unos cinco mil efectivos de seguridad que han sido movilizados para proteger el edificio.

En junio de 2012, Mubarak había sido condenado a cadena perpetua, pero después del derrocamiento del primer presidente electo democráticamente de Egipto, Mohamad Mursi, la sentencia fue anulada por “razones técnicas”, lo que dio lugar a la celebración de un nuevo juicio.

Estaba previsto que el veredicto final leído este sábado fuera dictado el pasado 27 de septiembre, pero, en dicha ocasión, el juez Mahmud Kamel al-Rashid decidió su aplazamiento alegando que no había tenido tiempo suficiente para leer las 2 mil páginas que conforman el expediente.
 
 
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sábado, 29 de noviembre de 2014

Victor Shapinov: una visión de Ucrania desde la izquierda

 

Entrevista Original: Workers World

Traducción/Edición de Nahia Sanzo

SLAVYANGRAD.es

Preámbulo: Fragmentos más destacados de la entrevista en profundidad de Workers World a Victor Shapinov, uno de los líderes de Borotba desde su exilio en Crimea en la que se tratan las claves de la crisis ucraniana desde las protestas de Maidan, la presencia de elementos fascistas en las nueva Ucrania nacida del golpe de Estado de febrero, los orígenes de Borotba, el aspecto de clase en la oposición, o el papel que deben jugar los comunistas en Ucrania yen los territorios rebeldes.

“Nos encontramos cara a cara con el fascismo del siglo XXI”

No hay ningún alto el fuego. El ejército ucraniano nunca ha dejado de disparar. Hemos visto algunos de los bombardeos de artillería más crueles sobre la ciudad de Donetsk tras la firma del Protocolo de Minsk, algunos de los más fuertes de la guerra. Creemos que existen negociaciones en la sombra entre el imperialismo estadounidense, la Unión Europea y Putin sobre cómo frenar la situación para buscar una solución aceptable para todos.
 
Las Repúblicas Populares de Donetsk y Lugansk no son más que peones en un juego que va más allá de ellos. Es una pena, pero es cierto. Las Repúblicas Populares han tenido que firmar estos tratados porque saben que no pueden sobrevivir sin la ayuda humanitaria rusa.
 
Creemos que Igor Strelkov fue apartado por representar una línea más dura en este conflicto. Ahora vemos que la mayor parte de los comandantes no apoyan este acuerdo. Antes de Minsk, la milicia estaba avanzando frente al deprimido ejército ucraniano y estaba cerca de derrotarlo en algunas zonas.
 
Una de las razones por las que las milicias no pueden apoyar este tratado de paz es que hay solo una pequeña parte del territorio. De esta forma, las Repúblicas Populares, o Novorrusia, o no sobrevivirán o serán completamente dependientes de Rusia. Quieren construir un Estado de verdad que pueda ser independiente. Por supuesto que quieren tener relación directa con Rusia, pero no quieren ser una marioneta.
 
Por otra parte, y estamos intentando ejercer alguna influencia en este punto, el problema no es solo Donetsk y Lugansk, sino al menos la quinta parte de Ucrania, o puede que toda ella. No creemos que Ucrania, ni siquiera la zona del noroeste, deba ser gobernada por oligarcas, nacionalistas y fascistas. La población no debería vivir bajo este régimen, aunque en este momento tenga apoyo social. Creemos que es pésimo para Ucrania y que destruirá el bienestar económico de la población, también de la Kiev y Ucrania occidental.

Autodeterminación para otras zonas de Ucrania
 
Después del golpe de Maidan, Borotba ha participado activamente en la creación de un movimiento de resistencia en las ciudades del sudeste como Kharkov u Odessa. Ahora, desde el exilio en Crimea, estamos ayudando a establecer un Comité por la Liberación de Odessa, en el que participan algunos miembros del parlamento regional de Odessa, del consejo municipal y activistas civiles y políticos. Hemos exigido al Gobierno de Ucrania que expanda en tratado con Donetsk y Lugansk y que garantice el autogobierno y que legalice las milicias locales para que puedan convertirse en entidades legales y puedan mantener las armas. También exigimos que los residentes tengan el derecho a estudiar en su lengua materna.
 
Creemos que este debería ser el primer paso para parar la guerra civil, que continúa no solo en Donbass sino también en Odessa o Kharkov, no como una lucha armada, sino con acciones partisanas y protestas civiles que siempre son reprimidas. Pero aun así, la población sigue saliendo y exigiendo sus derechos. Siempre hay terror de la extrema derecha contra los activistas. Ahora muchos son prisioneros políticos, otros fueron apaleados hasta la muerte por neo-nazis y otros, como los miembros de Borotba, han tenido que abandonar Ucrania y ahora viven en Crimea.
 
Uno de los primeros pasos para parar la guerra civil puede ser extender el estatus especial para Donetsk y Lugansk al resto del sudeste. Intentaremos organizar una manifestación apoyando esta propuesta en Odessa. Las fuerzas ultranacionalistas están molestas con esta propuesta porque se trata de un paso constructivo. No pueden simplemente decir “son terroristas, son separatistas”.
 
Decimos “habéis aprobado esta ley de estatus especial, así que queremos otra para nuestras regiones”. Porque ahora mismo, estas regiones están gobernadas por gente nombrada por Kiev que no tiene raíces en estas tierras. Utilizan sus bandas paramilitares nacionalistas, que les defienden en situaciones críticas. En la práctica es un régimen de ocupación. El estatus especial sería un primer paso hacia una forma de autogobierno.
 
En realidad no es más que un movimiento táctico, porque como hemos dicho desde el primer día de esta guerra civil, la única forma de lograr la paz es derrotar a la junta de Kiev. La naturaleza social y de clase de la junta es librar una guerra contra toda la población. Es la única manera de agarrarse al poder. Por eso no creemos estos movimientos tácticos, como el alto el fuego o la ley de estatus especial, vayan a ser una solución para Ucrania.
 
La nueva Ucrania tras Maidan
 
Las fuerzas que han despertado por el movimiento de Maidan son destructivas y peligrosas para toda la sociedad. Estamos cara a cara con el fascismo del siglo XXI. Y no es así porque lleven retratos de Stepan Bandera o porque griten “Ukraine über alles” como clones de la Alemania Nazi. La naturaleza del fascismo está en su uso del poder estatal por el gran capital que utiliza el apoyo de la clase media y otros grupos para destruir con violencia  cualquier tipo de oposición política. Esta es la esencia del fascismo.
 
Dicen, “Somos demócratas, somos liberales”, pero construyen ese tipo de estructura política. Usarán la violencia si intentas ejercer algún tipo de oposición política. Puede ser violencia policial para acusarte de separatista o terrorista; pueden usar al SBU, pueden mandar a las bandas neo-Nazis o simplemente pueden darte una paliza o atemorizar a tu familia para que acabes abandonando la ciudad.
 
Una de las bases de Maidan se formó alrededor de bandas paramilitares, muchas de ellas con ideología radical o neo-Nazi. Algunos de ellos se hacían llamar “autodefensas de Maidan”.
 
Otro componente fue la “juventud de oro”, jóvenes ricos y de clase media que conducen coches de lujo y llevan armas. Odian a todo el que es acusado de apoyar a Yanukovich, porque según ellos son pobres y estúpidos, ganado humano. Para ellos la política solo puede ser para los empresarios.
 
Estas dos tendencias ideológicas se unieron en Maidan y crearon a un enemigo común: la población de Donbass. Consideran mala a la gente de Donbass porque muchos de ellos son de habla rusa o son pro-rusos. Esto les hace enemigos de la parte fascista o nacionalista de Maidan.
 
La población de Donbass es pobre, muchos de ellos son mineros y trabajadores, y eso les hace enemigos de la juventud de oro, que ve a la clase obrera como ciudadanos de segunda clase que no debería tener influencia política. Así que no es solo una cuestión nacional o una cuestión de idioma, sino que hay un componente social y de clase. No solo tienen ideas rusófobas, sino un tipo de racismo contra “el ganado” de Donbass. La aristocracia polaca usaba este término para referirse a los campesinos y ahora Maidan los usa para la población de Donbass.
 
Esta situación no se asemeja exactamente a los fascismos clásicos como el alemán o italiano. Se asemeja más a los movimientos paramilitares pro-fascistas de los años 70 y 80 en América Latina. Los oligarcas han creados sus propios grupos para militares y los usan para propagar el terror. Incluso Amnistía Internacional, que está apoyada por el imperialismo estadounidense, ha publicado un informe sobre los crímenes de estos grupos, como el batallón Aidar, al que acusa de saqueos, torturas o asesinatos en Donbass.

La integración europea y sus consecuencias económicas
 
Mucha gente pensó que la llamada integración europea traería a Ucrania el nivel de vida Europeo. Pero para ver la realidad hay que mirar cómo es la situación en Grecia. La Unión Europea no trae una mejor calidad de vida, sino un régimen de austeridad y recortes sociales. Borotba fue una de las primeras organizaciones sociales que se posicionaron contra la integración europea. Publicamos un análisis sobre las consecuencias de la integración en el sistema económico de la UE. Para países como Ucrania, significa entregar el control de sus mercados al imperialismo europeo.
 
En el caso de la agricultura, por ejemplo, Ucrania tiene una gran producción. Pero los productos europeos son más baratos porque están apoyados por unos subsidios estatales que Ucrania no puede igualar, así que sus agricultores quebrarían. Es lo mismo en el caso de la industria. Ucrania va a inundarse de importaciones baratas de la UE y, a la vez, se perderá el mercado ruso y de la Unión Aduanera.
 
Países como Grecia, España o Portugal, que hoy viven bajo regímenes de austeridad, son la periferia de los países centrales de la Unión Europea. Ucrania será la periferia de la periferia. Es algo malo para la economía de Ucrania, aunque sea bueno para algunas ramas de la industria y para los grandes oligarcas. Porque ante esta crisis del capitalismo, quieren el apoyo de Occidente y garantías que aseguren su capital. Por eso han estado tan activos en la defensa de la integración europea.
 
Toda la televisión defendió la integración europea en cuanto comenzó Maidan. Yanukovich era muy malo y Maidan muy bueno. Prácticamente todas las televisiones en Ucrania son propiedad de grupos oligárquicos. Todas ellas promovieron Maidan y en cuanto ganó el golpe de Maidan empezaron a presionar por el acuerdo de asociación. Pero el tratado no se aplicará hasta 2016. Incluso en Europa las cosas no son tan fáciles.
 
Si hablamos de las reformas neoliberales exigidas a cambio de los créditos del Fondo Monetario Internacional, ya se están viendo las primeras consecuencias. La principal figura en este proceso es el primer ministro Arseniy Yatrseniuk, que es pro-Occidental y anunció, orgulloso, el mayor programa de privatizaciones de la historia de Ucrania. Vemos un nuevo tipo de política en Ucrania: por un lado el fundamentalismo del mercado y por otro el fascismo y el nacionalismo, que ahora caminan de la mano.
 
Al principio, mucha gente vio a Maidan como un movimiento popular contra la corrupción. ¿Pero quién era el líder político de este movimiento? Era este bloque de neoliberales y fascistas. Desde el primer día de protestas de Maidan, Borotba pronosticó que su victoria llevaría a este bloque al poder. Son las dos manos del monopolio del capital que tratan de garantizarse el control político y económico. Este fue la base social y política de Maidan.
 
Parte de la izquierda vio en Maidan un movimiento popular. Pero la gente está dividida en clases. No es solo una cuestión de lengua, si una parte de la población habla ruso y la otra habla ucraniano, sino una cuestión de clase. La clase media y la llamada clase creativa de las grandes ciudades fueron la base de Maidan. Incluso en las ciudades del sudeste había apoyo a Maidan de esas clases sociales.
 
En Rusia se produjo una llamada marcha por la paz, que en realidad no era por la paz sino de apoyo del Gobierno de Kiev. Estaba inspirada por la propaganda occidental y liderada por los liberales rusos. Su base social también es esa clase creativa. Este estrato social está ligado al capitalismo occidental. Muchos de ellos trabajan en ramas de la economía dominadas por las empresas occidentales. Muchos admiran a Occidente porque comparten su forma de vida y de consumo. Adoptan esta ideología y piensan que cualquiera que se les oponga o no sea pro-occidental es reaccionario o primitivo.
 
Las fuerzas de  la resistencia
 
Vemos a gente ligada a la producción, las minas, las fábricas y demás, en el movimiento Anti-Maidan o cercanos a sus posiciones. No se puede decir que haya una división de clases pura, que la burguesía esté en un lado y el proletariado en el otro. Es más complicado que eso.
 
La agenda política de Maidan no habla con una orientación de clases clara, solo habla de cómo la clase dirigente debe hacer una elección de civilización. Dicen que Ucrania tiene que elegir entre la civilización que significa Europa, por Occidente y contra Rusia, contra el Este. Incluso las fuerzas de la izquierda son culpables de adoptar este tipo de lenguaje.
 
Cuando Borotba lideraba Anti-Maidan en Kharkov, siempre decíamos que era ante todo un movimiento contra la oligarquía más que antifascista, porque fueron los oligarcas los que han alimentado a los fascistas, los que los han apoyado. Ahora vemos que forman batallones, los arman y los envían a Donbass. Siempre intentamos insistir en el punto de vista de clase.
 
A veces no hace falta la influencia de Borotba o de otras organizaciones de izquierdas y se desarrolla una conciencia de clase de forma espontánea.
 
Aleksey Mozgovoy, el comandante de la brigada Prizrak del ejército popular de Donbass, es un ejemplo. Es muy izquierdista y lucha contra la oligarquía y contra la burocracia. Su ideal es el autogobierno del pueblo, algo similar a los soviets (consejos de obreros) del primer periodo soviético. Y no es porque haya leído libros sino porque se inspira en este movimiento y ha hecho su propio análisis. Hay una buena base para trabajar con él.
 
También hay una fuerte influencia de la Federación Rusa en las fuerzas de la resistencia. De alguna manera, esto es bueno, porque sin apoyo ruso, la resistencia de Donbass habría sido violentamente destruida.
 
Al principio, la resistencia no tenía líderes, estructura, nada. Es un milagro que haya sobrevivido para crear un ejército que puede vencer al enemigo. Sin apoyo de Rusia no habría sido posible, esto es una realidad.
 
Pero Rusia no es un país socialista. Ni siquiera es un país democrático. Está intentando usar esta resistencia para su propio beneficio e intenta imponer ideas que no hagan daño al capitalismo, como la religión ortodoxa o el nacionalismo ruso.
 
El nacionalismo ruso en la resistencia de Donbass
 
En Occidente, si apoyas a las Repúblicas Populares siempre te encuentras con el argumento de que son solo nacionalistas rusos, que el conflicto en Ucrania es entre dos nacionalismos similares. Pero si hablas con la gente de Donetsk que se define como nacionalista ruso, es algo diferente.
 
Si alguien en Moscú se define como nacionalista ruso, hay un 90% de posibilidades de que sea fascista. Si alguien de Donetsk se define como nacionalista ruso, el 90% de las veces quiere decir que defiende los derechos de la población de habla rusa, el derecho a la educación en ruso y demás, o está en contra de Bandera. En lo económico, es socialista. Pavel Gubarev, por ejemplo, dice que es un nacionalista ruso, pero al mismo tiempo es socialista ortodoxo. Hay mucha mezcla de ideas.
 
La lucha ideológica solo está en sus primeros pasos. Es cosa del trabajo y de la lucha quién ganará y qué ideología emergerá.
 
Es una pena que Borotba siempre haya tenido una organización débil en Donetsk y Lugansk. Ahí es donde la resistencia ha sido más fuerte, así que no hemos tenido una influencia importante. Pero hay tendencias izquierdistas en el liderazgo político, como por ejemplo Boris Litvinov, que ha dicho “estamos construyendo una república con elementos del socialismo”. Es un antiguo miembro del Partido Comunista de Ucrania.
 
Sabemos que muchos de los soldados y comandantes del ejército popular son izquierdistas o comunistas, no solo Mozgovoy, sino otros muchos que fueron miembros del Partido Comunista o se definen como comunistas. Hay un batallón cuyo símbolo es la estrella roja. Muchos escuadrones luchan bajo la bandera roja.
 
Esa es la diferencia. Cuando discuto con algún izquierdista que dice “tienes que apoyar a Maidan o no apoyar a ninguna de las partes”, respondo: “No puedes ir a un acto de Maidan con una bandera roja, pero siempre hay banderas rojas entre los Anti-Maidan”. Y no solo tiene que ver con la nostalgia del pasado soviético, sino con la visión política de la población. Maidan quiere destruir cada estatua de Lenin y Anti-Maidan trata de protegerlas. Incluso algunos que se declaran monárquicos salen a proteger los monumentos de Lenin. Es una contradicción complicada.
 
Las tareas de los comunistas en la Ucrania
 
La principal tarea es recuperar nuestro espacio político. Ahora tenemos una dictadura en Ucrania. Si eres comunista o de izquierdas, no puedes hablar con libertad: ni en la prensa, ni en la calle ni en ninguna parte. Hay una situación de clandestinidad. Y será así salvo que derrotemos al régimen a través de algún tipo de cambio, ya sea una bancarrota que obligue a hacer una transición a un régimen más democrático o la victoria de los ejércitos populares y una expansión de esa resistencia.
 
Creo que nuestra labor es similar a la de los comunistas en la España de Franco o los de Grecia con los camisas negras.
 
El régimen de Kiev no es estable. Es violento y opresivo, pero es débil. Es sintomático que tenga que ser tan opresivo por su debilidad.
 
Los camaradas que siguen en Ucrania tienen que salvar sus organizaciones y salvarse de ser arrestados o peor. Lo que intentamos hacer es reanimar la actividad política en Odessa, Kharkov y apoyar a los prisioneros políticos. Tienen que saber que no están solos, que no les hemos olvidado. Para nosotros son prisioneros de guerra y tenemos que liberarlos de este régimen. El asalto ha venido del lado de Maidan, no solo militarmente sino políticamente. Hay represión en el sudeste, pero el viento cambiará.
 
Pronto veremos una ola de protestas que emergerá de Anti-Maidan, con una agenda democrática, antifascista y social. Desde la victoria de Maidan, las condiciones de la gente común han empeorado debido al aumento de precios, de los alquileres, de los servicios básicos y demás. Y esto, como no, es tarea de los comunistas: unir las protestas sociales y políticas.
 
La tarea de los comunistas en las Repúblicas Populares
 
Las perspectivas militares son buenas, los comandantes de las milicias están haciendo un buen trabajo. Los comunistas ucranianos no son expertos en este tema. Pero hay otros problemas, grandes debilidades en el aspecto civil, porque los líderes no han construido aún el nuevo Estado y no han hecho los cambios necesarios en la economía.
Hay territorios que están bajo control en el sentido militar, pero en los que las milicias no tienen una relación fuerte con la población. No se les ha explicado suficientemente bien cuáles son los objetivos. Eso es un gran peligro. Llega el invierno y las condiciones sociales empeorarán.
 
Así que hay mucho trabajo para Borotba y para otros comunistas. Estamos explorando cómo podemos ser parte de esto. Algunos de nuestros camaradas en Donbass ya están trabajando, mientras que otros están en la milicia. Pero incluso nosotros, que estamos en el exilio, podemos ser de utilidad para las Repúblicas Populares. Estamos discutiendo con algunos oficiales cómo podemos ayudar. No queremos ir como turistas.
 
Todo es nuevo para la izquierda tras el golpe de Maidan, también para nosotros. No tenemos un manual que nos diga qué hacer para establecer un poder socialista. Estamos trabajando sobre las nuevas condiciones y esperamos mejorar.