domingo, 27 de marzo de 2016

Fanáticos Islamistas, fascistas e imperialistas intentan enfrentar a los oprimidos entre sí


Los recientes atentados de Bruselas pretenden ante todo crear la división y el enfrentamiento en el seno de las clases oprimidas. Han conseguido dos cuestiones muy claras:

  • Potenciar el rechazo a los emigrantes, a los refugiados y el auge de la islamobofia. Es decir tratar de llevar la guerra y los enfrentamientos al seno de las clases oprimidas, enfrentando a unos oprimidos contra otros oprimidos.

  • Crear las condiciones para el crecimiento de los grupos fascistas de extrema derecha y para nuevos recortes de derechos y libertades, invocando razones de seguridad, en los países europeos.

De nuevo las bombas de los alimañas "yihadistas" se dirigieron principalmente contra la clase obrera y sirven a los objetivos y pretensiones de los imperialistas y los reaccionarios.

Con estos atentados los mercenarios "yihadistas" intentan enfrentar a quienes tienen más razones que nunca para combatir juntos al enemigo común, al imperialismo capitalista.

Buscan sembrar la división entre los oprimidos.

Buscan desviar el enfrentamiento de la lucha entre las clases oprimidas contra las clases opresoras al enfrentamiento entre culturas y pueblos diferentes.

Es decir pasar del enfrentamiento entre ricos y pobres, entre opresores y oprimidos, al enfrentamiento entre los oprimidos árabes y los oprimidos europeos.

Pasar de la guerra entre clases a la guerra entre pueblos.

El fanatismo "yihadista" es fruto, en última instancia, de una política criminal de las potencias imperialistas que ha creado las condiciones en las que madura la sinrazón que hace estallar sus bombas en nuestras ciudades.

Al mismo tiempo dichos fanáticos "yihadistas" han sido creados, alimentados e instrumentalizados por el imperialismo occidental para desestabilizar países y conseguir objetivos espurios de conquistar nuevos mercados y saquear nuevas zonas que no están bajo su control.

Los cínicos imperialistas lloran cuando ellos son en ultima instancia los máximos responsables de estos atentados.

Esta es la realidad que los comunistas estamos obligados a denunciar.
 

Los mayores terroristas son los imperialistas.

Por la paz en el seno de las clases oprimidas con independencia de las diferentes culturas y procedencias

Por la guerra entre las clases oprimidas y las clases opresoras.

Es el momento de la unidad de los oprimidos contra el imperialismo, el capitalismo y todos sus lacayos (fascistas, yihadistas y demás escoria).
 
 
ODC.
 
 
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16 comentarios:

  1. Camaradas, há que aclarar certas coisas!!

    Entendam este post como um manifesto se quiserem, como um desabafo, como um grito de alma!!

    Em essência concordo com vocês que se quer virar de uma guerra de classes para uma guerra de classes!!!

    Mas temos de falar claro certas coisas, sem perdermos de vista nunca o horizonte último, o marxismo.
    Comecemos pela questão da emigração.
    Muito se escreveu, muito se falou e este tema divide os marxistas. Na verdade, eu creio que a maioria dos marxistas se opõe á entrada massiva de imigrantes ou refugiados, não numa perspectiva racista, mas numa marxista. No site movimentopolíticoderesistencia foi notório que a maioria se opunha e o autor, começou a censurar, porque admitamos não gostou de ver confrontado as suas ideias politicamente corretas. E porque não tinha argumentos!
    Falarei do que me vai na alma, de uma angústia que me percorre. Entristece-me ver a morte lenta da URSS, visível na destruição de monumentos a Lenin, na lenta perda de influência do PC nos jovens!
    Porque morreu a URSS?? A traição de Gorbachov é claramente a causa, mas a que se deveu ela? A um tumor dentro do marxismo, a ideias politicamente correctas, como “democracia partidária”, “liberdade de expressão” e outras pérolas. Gorbachov capitulou perante a pressão ocidental, cedendo a essas ideias, e o resultado foi o que se viu…
    Há o marxismo, a teoria desenvolvida por Marx, e há depois aquilo que os homens marxistas interpretam por vezes ser o marxismo.
    Vários mitos percorrem o marxismo, ideias distorcidas. Várias são célebres.
    1ª: A ideia de “democracia popular” foi distorcida pela capitulação pequeno-burguesa de que a democracia é um fim em si, temos de ter vários partidos por ter, diversidade por diversidade em si, diversidade como um fim em si. NÃO, há UMA VERDADE SÓ, o marxismo, e temos de lutar por ela, as “democracias” burguesas são uma farsa, temos sim de usar todos os meios que nos disponham para o nosso fim último, o poder, mas nunca em si achar que o foco de um PC é existir numa Assembleia, debatendo eternamente o marxismo, como se não fosse possível obter uma verdade clara.
    O pós-modernismo desconstruiu tudo a um ponto perigosíssimo. Não há verdade clara, óbvia, tudo é relativo. Logo debate-se eternamente em vez de agir, compare-se o fervor nos anos 60 com o marasmo atual. Odessa foi significativo pela não-reação que vimos, quando dantes por algo como isso veríamos embaixadas sequestradas!!
    2ª A emigração. Eis um ponto controverso. Poderão vir uns idiotas aqui me ripostar, sem argumentar, taxando-me facilmente de racista, mas temos de falar claro.

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    É um mito que o marxismo apoie fronteiras abertas para todos, que “todo o mundo possa vir”. Acaso isso existia na URSS, RDA, bloco de leste? Acaso esses países tinham emigração massiva??? Acaso a URSS promovia campanhas “venham viver para a URSS”??? Se acaso eu chegasse á fronteira da URSS e dissesse “sou comunista de alma e coração, posso viver aqui?”, acaso eles me aceitavam? Nenhum me atacaria, é claro, mas diriam “camarada não temos modo de te acomodar aqui, podemos sim é ajudar-te a lutar no teu país”. Camaradas, eu sou pobre, não tenho emprego desde há muito tempo, se acaso aparecessem 100 pessoas em minha casa, do nada, sem avisar, e dissessem “somos pobres, necessitamos que nos ajudes”, como poderia eu ajudá-los? Acaso iria fabricar do nada, uma casa, emprego?? E se eu dissesse “lamento, não vos posso ajudar”, acaso sou racista por isto?? Camaradas, o que está a suceder na Europa é uma entrada coerciva, artificial, de milhões de pessoas que decidiram do nada, sem perguntar se os países europeus tinham ou não capacidade de apoiá-los, que iriam entrar, atuando de forma coerciva. Camaradas, por muito que estas palavras não agradem, isto parece uma invasão, de gente empurrada por forças poderosas, que tenta forçar a entrada num país, exigindo que esses países tomem conta deles. Se fala muito da pobreza em que vivem, que estão ao relento, mas camaradas, como pode qualquer país, do nada criar apoio a pessoas entrando sem controlo, em número crescente, sem que esses países tenham tido nem tempo, nem recursos para apoiar as pessoas? Imaginemos que temos um orçamento de 500 euros para a nossa casa, temos 2 filhos, mais o conjugue. Do nada surgem 100 pessoas, apoiá-las custaria 50 mil euros e do nada eu tenho a obrigação de ter esse dinheiro?? Eu tenho a obrigação de ter recursos, dinheiro, para apoiá-las? Camaradas, não se pode pensar que se entra num país de forma coerciva, sem perguntar e imaginar que surge dinheiro. Os países europeus estão a ser invadidos(o termo não é belo, mas é correto) por uma massa de pessoas, sem terem sido questionados se podiam ou não apoiá-las. Agora façamos o seguinte exercício mental.
    Imaginemos que era a URSS que do nada se via confrontada com gente que surgia no mar, querendo entrar a todo o custo, pulando muros, atacando guardas, uma massa de gente crescente. E percebendo que se a situação se manter, amanhã será o dobro, triplo. Que diríamos disto?? Não colocaríamos questões??? Primeiro ponto, e para que fique claro. Nada aqui defende que se ataque estas pessoas, sim que se fizesse um interrogatório e clarificasse quem são, e o que pretendem. Deixar claro que não podem todos entrar, apenas os refugiados. E o que é um refugiado? Um refugiado não é alguém que vivendo numa zona de guerra pode requerer asilo, mas sim alguém que para tal se qualifique. Imaginemos uma vila síria, nos arredores de Damasco. É tomada pelo ISIS. A população é expulsa. As outras vilas estão cercadas, inacessíveis. O governo, forças locais não conseguem para já retomar a vila. Estas pessoas pegam nos seus bens e começam andando em caravana, procurando um lugar para ficar. Algumas vilas estão sobrelotadas, outras tomadas pelo ISIS. Começam a andar, muitos acabam por sair do país, entram na Turquia. Merdogan não os quer, expulsa-os. Sem dinheiro, andam pela Arménia, Bulgária, Grécia, até entrar na Europa. Muitos morrem no caminho, ou ficam nesses países. Essas pessoas, são tecnicamente deslocados de guerra e são a definição clássica de “refugiados”. Defendo todo o apoio, para que fique claro.

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    Não questiono o apoio, mas sim o modelo de apoio e de imigração que se criou. Contudo alguém que quer desertar, porque não quer lutar, porque tem medo, é um DESERTOR!!! Na URSS, em 1941, seria fuzilado, agora acaso é diferente?? Outros são gente de classe média, que tentou entrar na Europa para viver á conta dos subsídios. Isto são oportunistas, lúmpen, que ainda por cima traem duplamente a Síria. Desertam do exército e ao mesmo tempo privam a Síria de cérebros. Como conseguiu a URSS resistir e ganhar em 1945? Além dos soldados, tinha toda uma logística de apoio, os seus médicos, técnicos, ficaram no país, em vez de fugir “para viver em paz”. Imaginemos um soviético a fugir em 1941, dizendo “surgiu uma guerra mas não quero saber. Quero viver em paz, quero fugir da guerra”. Que diríamos disto? Acaso mudamos os critérios porque são os nossos inimigos os visados? Somos hipócritas? Somos cínicos, que manipulam conceitos como arma de arremesso???
    Camaradas, até ao fim da URSS, nunca ouvi falar dessa ideia peregrina que uma pessoa quando o seu país é invadido, foge e ainda recebe palmas, subsídios. Isso não é uma ideia marxista, é uma ideia anti-marxista, uma distorção pós-moderna da esquerda pós-moderna.
    É bom frisar que a emigração é como tudo, uma arma a poder ser usada. Assim como a revolta social, contestação foi cooptada, pelas ONGs, CIA, com o exemplo maior de Maidan, também a emigração está a ser cooptada como arma de agressão aos povos visados. Contudo tal é uma tática antiga, do qual o maior exemplo foi a emigração em massa dos europeus para as Américas, que redundou num genocídio dos índios. Essa emigração serviu vários propósitos, por um lado foi um poderoso dissuasor da luta de classes na Europa, ao mesmo tempo que serviu para roubar a terra aos índios. Um português do século XVI, que em vez de lutar contra a nobreza, optava por ir para o Brasil, roubar a terra aos índios, escravizar uns negros para o servir, acaso é um pobre emigrante?? Nem toda a emigração é espontânea, ingénua ou positiva. É por vezes, uma arma de roubo de terra, algo engendrado com intuitos claros. A emigração cubana dos EUA é uma arma para aliciar os cérebros, enfraquece Cuba, seduz almas fracas, premeia os traidores, e faz guerra psicológica contra Cuba. Alguém apoia esses traidores??? Alguém apoiava os desertores da RDA?? Camaradas, nós estamos a ser acusados de ser hipócritas, de ter um padrão duplo, só para atacarmos os nossos inimigos. E isto irá voltar-se contra nós.
    Um exemplo claro, que poucas vezes se fala. A criação de Israel. Sei que irei tocar numa ferida antiga, mas temos de nos recordar de todo o processo que levou á criação desse estado e da nossa culpa nele (sim nós temos grande culpa).

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    Hoje a Palestina é a causa por excelência dos marxistas, somos os grandes defensores dos palestinianos. As acusações ridículas de “anti-semitismo” só nos orgulham. Agora recordemos o passado. Para começar o sionismo. É uma ideologia racista, Herzl era admirador confesso de Mussolini, e chegou a equacionar para resolver a situação dos judeus na Europa, que eles se convertessem ao catolicismo, assim o problema resolvia-se. Contudo por diversas razões tal não sucedeu. Herzl, continuou a teorizar e dadas as relações de força na Europa, acabou por apoiar a ideia de um estado judeu na Palestina.
    Até aqui tudo bem. Lenin denunciou o sionismo (até então uma teoria de meia dúzia de teóricos, sem grande expressão) como uma ideologia racista. Lenin morre em 1924. Apesar de ele ser o maior teórico do marxismo, um grande número de apoiantes do marxismo, judeus e não só, apoiou contudo o sionismo. Pior, criou uma ideia totalmente errada que este era uma ideologia esquerdista. Mais um exemplo de ideias distorcidas que se disseminam como sendo marxistas, mas são contrárias a ele. Os judeus tinham um grande peso no PCUS, inclusive eram sem dúvida o povo no mundo que tinha mais comunistas percentualmente na sua população. Ser judeu era ser comunista até aos anos 70. O sionismo era uma ideologia insignificante até aos anos 30. Começou a crescer com o ascenso nazi na Europa, nos anos 30. Apesar de quer Lenin, Trotsky, Stalin, Einstein e um conjunto de personalidades ter sido contra esta ideologia, uma grande parte de intelectualidade comunista irá apoiá-la. Aqui denota-se uma questão. Nem sempre os comunistas interpretam corretamente as ideias comunistas. Não obstante os líderes soviéticos se oporem ao sionismo, boa parte dos intelectuais apoiou-a. Isto porque se distorce facilmente conceitos. A ideia apresentada dos judeus viverem na Palestina, era vendida como “regresso á pátria", sem ”que ninguém se interrogasse como isso iria afetar as populações locais. Emigra-se porque sim, porque se quer, sem se interrogar se o outro lado pode aceitar essas pessoas, tem de se aceitar todos os emigrantes, porque sim, temos de ter emigração, se não, somos racistas.
    Dá-se II Guerra. Gera-se uma onda de comoção. Uma onda de refugiados. Pessoas que viveram horrores. Soa a familiar? Agora vejamos. Qual era a solução? Eu consigo pensar em inúmeras, sem nenhuma ter sido a que se optou. Os judeus viviam há séculos no Ocidente, e não faltava países a querê-los, pois eram cérebros valiosos e tinham imenso capital. Contudo o plano sionista queria construir uma Palestina a todo o custo. A maioria dos judeus na altura era de esquerda, e queria viver no Ocidente. Contudo sob pressão do lobby sionista, os EUA, URSS e Europa encerraram as fronteiras para obrigar esses refugiados a irem para Israel. Todos sabemos o que se passou depois. O estado atual de Israel, assente na expulsão de toda uma população, é hoje uma vergonha racista. Além das leis racistas, que até impedem casamentos mistos, temos o crescimento de racismo nos bairros operários, com marchas semanais em Tel-Aviv com gritos de “morte aos árabes”. Contudo camaradas, esquecemo-nos que são refugiados na sua origem que fazem isto?? E mais, eram pessoas de esquerda, que se degradaram a este ponto. Aqui chegamos a um ponto complexo, polémico. Porque razão a URSS, Checoslováquia apoiaram a criação deste estado e o armaram no início? Foi Stalin intimidado a apoiá-lo para não ser acusado de anti-semitismo?

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    Recordemos os argumentos a favor de Israel. Eram pobres refugiados, era isto ou pereceriam na Europa. Na verdade não faltava países a querê-los, Stalin chegou a criar um estado judeu e os EUA equacionaram o mesmo. Na verdade, hoje está provado que se lançou uma campanha de intimidação e mentira, como hoje sucede com esta questão dos refugiados. Entre as muitas mentiras, lembremos a infame mentira que os palestinianos tinham ameaçado derrubar os barcos e afogar os judeus no mediterrâneo, total mentira. Aqui começa um capítulo embaraçoso para nós comunistas. Gerou-se uma clivagem no marxismo sobre isto. Por um lado uma imensa maioria de pessoas no Ocidente, chocadas com o Holocausto e não pensando racionalmente, mas emocionalmente apoiaram. Poucas vozes, mas algumas discordaram. Recordando Chomsky, que teorizou profeticamente que a criação do estado judeu levaria á discriminação dos árabes. O mesmo teorizou Einstein. Ambos judeus ironicamente, contudo a suas vozes foram ignoradas. A maioria apoiou, com o mesmo género de lógica emocional que agora se vê nisto dos refugiados. Contudo, os comunistas árabes opuseram-se terminantemente ao estado judeu e á emigração judaica. Desde o início se opuseram á emigração judaica, mesmo sabendo que a maioria eram refugiados. Mas não o fizeram porque fossem racistas, mas dentro de uma lógica marxista. Nenhum deles deixou alguma vez de se solidarizar com a dor dos judeus no Holocausto. Mas todos se perguntavam com que lógica é que se vinha comprando terras aos árabes, emigrando massivamente para a Palestina, com discursos claros de que iriam fazer um estado em terras de outros?? Em que é que isso iria ajudar os judeus, acaso não poderiam um dia ser atacados na Palestina? Todos eles alertavam que isto não era nem uma emigração espontânea (no início talvez, mas a partir dos anos 20 foi claramente algo programado) nem algo que visava apenas dar aos judeus um lugar seguro. Era uma invasão, que visava criar um estado judeu, expulsando os palestinianos. Na altura todos os ridicularizaram, foram taxados de racistas, todo o mundo se voltou contra eles. Mas eles tinham razão. Se existisse blogs, não faltariam acusações de que eram anti-semitas, tinham ódio aos judeus. O movimento comunista internacional, (dado o grande peso dos judeus intelectualmente e a posição da URSS, que irresponsavelmente apoiou o estado de Israel)apoiou o estado de Israel, deixou os marxistas árabes sós e ostracizados. Contudo hoje vemos que eles tinham razão. Aqui vem uma questão dura para nós admitirmos, mas teremos de o fazer. Qual foi a nossa parte de culpa nisto? O apoio dos comunistas a Israel isolou os palestinianos, que se viram descritos como racistas. Foi uma grande jogada propagandística ter os comunistas do seu lado, credibilizou-os. Na altura gerou-se uma aparente unanimidade. No cúmulo do ridículo, um povo que foi expulso, invadido, atacado é que era o agressor? Os agressores é que eram as vítimas? Quando hoje apoiamos o estado da Palestina (valha-nos isto para lavarmos a honra) devemo-nos equacionar porque razão todo o mundo apoiou um disparate sem pensar. Se hoje nos parece óbvio que foi um erro, na altura não haveria sinais? Por onde hei de começar?
    Com que direito expulsamos um povo de uma terra para lá colocar outro? Se o Holocausto se deu na Alemanha, porque se foi fazer um estado judeu no meio dos árabes, que não tinham culpa nenhuma?

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    Lembremos que existia duas posições na Palestina, contra a emigração judaica. Uma tipicamente reacionária, de direita extremista. Criticava os judeus porque eram um povo diferente, e eram indiferentes á sua dor. Eram racistas, radicais islâmicos, que se opunham á emigração judaica, porque estes eram “infiéis”, enfim, eram um PEGIDA islâmico. Contudo havia outro grupo, oposto á emigração judia, numa perspetiva marxista. Eram os comunistas, do qual sairiam grupos como a FDPLP. Não se opunham aos judeus por questões de religião, nem por raça. Tinham empatia com o seu sofrimento e dispunham-se a ajudar no que pudessem. Opunham-se sim á emigração massiva, porque perceberam que era o prelúdio da Naqba. Que visava criar um estado judeu, expulsar os árabes e discriminá-los. Foram atacados, insultados, enxovalhados. Mas o seu aviso foi profético. Os marxistas árabes sofreram imenso com o apoio da URSS a Israel, algo que só começou a ser invertido nos anos 60, com o comunismo a dominar a Resistência. Esses grupos sempre afirmaram que queriam expulsar Israel, não numa perspectiva racista, mas numa de libertação nacional. Nunca deixaram de condenar o Holocausto, opuseram-se sim a terem de ceder o seu país, algo absurdo. Contudo a Fatah de Arafat, em essência revisionista começou a ceder em questão de princípios, aceitou os dois estados, no fundo sacralizando a Naqba. Isto gerou descontentamento que a FDPLP aproveitou por um lado, mas depois no fim dos anos 80, surge o Hamas, que pega nas questões que nós quisemos fugir, afirma não reconhecer Israel (como os comunistas palestinianos também) e obtém o poder. Enquanto a Fatah não reconheceu Israel e queria libertar toda a terra, teve o apoio popular. Cedeu nos princípios e alienou o seu apoio.
    Transponhamos isto para a Europa. O PEGIDA é racista, é óbvio, isso não se discute. O PEGIDA é o Hamas, é os árabes reacionários dos anos 30. Oponhem-se a todo e qualquer apoio humano a um grupo estrangeiro, se não existisse emigração massiva, criticariam os gastos com o 3º mundo, apoio social, etc…São nazis e ponto. Contudo, e e essa é uma questão chave, eles estão a pegar em questões que os marxistas por temor a serem apelidados de racistas (que é isso que inibe a maioria de comentar francamente) se recusam: o multiculturalismo liberalóide (distinto do verdadeiro multiculturalismo marxista), o fundamentalismo, emprego, economia, islamização da Europa, etc…
    Se os comunistas se recusarem a pegar nestes temas, os nazis irão pegar e ganhar terreno. Alguém notou que enquanto os comunistas palestinianos eram contra a existência de Israel e lutavam pela libertação nacional (não esquecer o sofrimento dos árabes que vivem em Israel) e a Fatah também, o Hamas, que é um PEGIDA, era um grupito ridículo?? O seu crescimento deveu-se ao colapso da URSS que arrastou a FDPLP, e a capitulação da Fatah e os seus escândalos de corrupção. O mesmo se pode passar na Alemanha, muito está em jogo, há que debater as coisas racionalmente.
    !!
    Há questão que têm de ser debatidas de forma clara.
    O multiculturalismo como é concebido no Ocidente pós-1991 é uma ideologia pós-moderna, neoliberal e antimarxista.

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    Empiricamente a história ensina-nos que quando duas raças ou mais se cruzam, nem sempre há convivência, pode bem existir que uma queira dominar a outra. Assim sucedeu com os brancos ocidentais, assim pode suceder com os muçulmanos. A emigração e consequente alteração demográfica das Américas saldou-se não em multiculturalismo, mas num genocídio em que os nativos de um país foram assassinados e desapossados das suas terras. Ou seja aquele que é o maior genocídio da história, foi cometido não pela maioria étnica de um país contra uma sua minoria, mas cometido por uma minoria que chegava, que se autosugestinou do “direito” de roubar a terra a um povo. Ou seja a história mostra-nos que nem todos os emigrantes são bons, e que por vezes eles é que são os agressores. Contudo por norma no Ocidente termos como “migrante” são associados a gente pobre, inocente, que trabalha honestamente e é vítima de ataque de animais neo-nazis, pagos para esse efeito pela burgueCIA. Contudo a história mostra-nos nem sempre é assim, e que de fato houve oposição de uma população nativa a emigração massiva, não por racismo, mas por temer uma invasão. Tal foi o caso dos índios, palestinianos, e hoje apoiamos essa visão.
    Coloquemos uma questão clara. A população europeia está em regressão, está a recuar, a sua população irá recuar, quiçá para metade, um terço dentro de 30,40 anos. A população islâmica está a aumentar quer por emigração, quer por terem muitos filhos. Imaginemos que se tornam a maioria (e isso poderá acontecer se o ritmo atual se mantiver) dentro em breve. Acaso não poderiam ser tentados a discriminar os ocidentais? Acaso o mundo ocidental é o único capaz de racismo? A maioria dos emigrantes vem de países onde nem os direitos das mulheres nem das minorias se respeitam. Situação similar á dos europeus no século XV, XVI. Parte rejeita educar os filhos, filhas, sobretudo as filhas. Rejeitam os direitos das mulheres e desprezam os cristãos, judeus. Se acaso se tornarem a maioria, isso não colocaria eventualmente em perigo os direitos de igualdade de género, religião? Não iriam reproduzir a mentalidade e sistema que têm no seu país? O que fizeram os europeus aos índios, negros? Impôr o sistema que tinham os judeus, mouros, na Europa. Acaso equacionar isto é islamofobia? Basta refletir para a total ilógica deste fluxo. Surge numa altura em que a Rússia ganha a guerra, apesar de poderem ir para os países árabes ou outros, todo o mundo parece direcionado para os países ricos da Europa. Não se vê a mesma quantidade de emigração de sul-americanos, africanos subsaarianos, asiáticos, apenas uma total desproporção de gente do Médio Oriente, cujo fluxo não tem sentido. Há claro o fluxo eterno de pobres, não é isso que está em causa, mas sim a total enxurrada de pessoas, desde o Norte de Àfrica, Médio Oriente que está a entrar, sem causa aparente. A guerra dura desde 2011, porquê só agora entram na Europa?? Vários sites de apoio a Assad, como o www.facebook.com/solidariedadecomasiria , dinamizado por comunistas sírios e brasileiros, alertaram para que esta onda de refugiados é artificial e oculta algo. Que a maioria que está a entrar agora são de classe média, apoiantes do ISIS ou Al-Nusra, fazendo-nos lembrar os “refugiados ucranianos” que mais não eram que apoiantes de Bandera. Que os pobres sírios foram levados pelo governo para a Venezuela, Argentina ou ficam na Síria, que está sobrelotada nas áreas do governo. Essas pessoas, que são deslocados de guerra, são o caso mais grave de refugiados, não têm apoio nenhum. Há algo que não encaixa na história que está a ser montada.

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    Suspeito de uma estratégia que visa vários alvos. Depois de ter falhado em derrotar Assad, opta-se por colapsar o país (Assange confirmou isto numa fuga), promovendo a fuga de cérebros, para esperar que no futuro, numa crise, o povo derrube Assad. Com o país arruinado, e sem técnicos, quadros, o colapso é eminente. È a classe média, muitos apoiantes do ISIS, e não os pobres da Síria, quem está a fugir. Isso explica os comportamentos desta gente, que despreza a comida que lhe dão, é arrogante com as populações europeias e recusa a escolarização.
    Outro alvo é livrar-se nesses países de descontentamento, despejando o excedente demográfico na Europa.
    Por fim, uma questão mais complicada, e poupem-se os trolls que venham aqui taxar-me de islamofobia, pode haver aqui alguma intenção oculta de se apoderar da Europa através da demografia. Até aos anos 60 a população crescia, entretanto com o colapso social pós-1991 e a ideologia pós-moderna que impôs essa ideia ridícula que só se deve ter um filho, a Europa está em declínio. Mas o que é mais grave é ouvir sobre isto os partidos marxistas. Primeiro nada dizem sobre isto, estão a ignorar o perigo que é para uma civilização a perda regressiva de população. A URSS passou de 100 milhões em 1917 para 280 milhões. Se contarmos com os milhões de mortos das 2 guerras, é espantoso ver como a população cresceu. Devíamos refletir nisto, com uma protecção social as pessoas podiam ter 2, 3 filhos. 1 filho só é um suicídio, que impede as populações de se rejuvenescer, 2,3 filhos é o ideal. Mais do que isso é perigoso, coloca pressão sobre os recursos. Mas na Europa muita gente nem filhos tem, ou só tem 1. E isto deve-se a quê? À falta de perspetivas, pobreza, incerteza, social. E depois certa confusão com a noção que ter vários filhos coloca em perigo a carreira da mulher, então porque essa questão não se coloca na URSS???
    Há um fenómeno muito perigoso na Europa.Jovens que estão a chegar aos 30 anos, não têm emprego, nem terão nunca. Não podem casar, nem ter filhos. Nem essa alegria, de ter filhos, que é a coisa mais bela, até isso o capitalismo roubou. Esses jovens se não tiverem filhos, como a Europa irá sobreviver? E aqui vem mais um equívoco dos marxistas pós-modernos. Só sabem dizer “então é bom a emigração, porque ela rejuvenesce a população”. Isso é um erro, porque o que vai acontecer é que se as populações europeias continuarem a declinar, serão substituídas e convertidas numa minoria, acaso isso é bom? A desaparição total de um povo, de uma história é bom como princípio? Esse pseudo-globalismo, não é internacionalismo, é um fetichismo pós-moderno, que acha que a pátria é um conceito reacionário, como acha que luta de classes é um disparate, como acha que temos e tolerar tudo e todos, visível no relativismo com que se tolera discursos de ódio, partidos que defendem aberrações, etc. Amar a pátria não é em si algo errado, é o chauvinismo que é errado. Assim como procurar vida melhor é um coisa, vender-se ao capital, para “protestar” em Maidan, por 10 mil euros mês, é um prostituto. Um operário de Madrid, que após a República de 36, saia para o exílio, para se poder reorganizar e derrotar Franco, é um herói, um cubano que deserte de Cuba, para ganhar 5 vezes mais é um traidor. Assim como essa gente de classe média da Síria, cuja saída coincide com a derrota do ISIS, coloca inúmeras questões.

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    Os partidos comunistas que simplisticamente afirmam que a emigração resolverá o problema dos jovens em falta nem se dão conta que essa postura não é resolver o problema, é fugir dele. É basicamente ignorar os problemas dos jovens nativos e encher a Europa de outras pessoas, que não tardará muito irão também envelhecer, logo nada resolve, pois o mesmo fenómeno se irá aplicar a eles, como se coloca também a questão da desaparição dos povos. Não estamos a ir ao encontro dos problemas que afetam os jovens, se eu perguntar a um líder comunista “sou jovem, quero casar, ter filhos, mas não tenho dinheiro, que fará por mim?” e ele me disser “ se não houver jovens aqui, vamos buscar a outro lado”, isto é ridículo. E coloca-se a questão sobre o perigo de discriminação das populações europeias, convertidas em minoria.
    Além do que outra suspeita vem ao meu espírito. Há dias, noticiou-se que Merkel se recusou a aprovar uma lei que visava dar a nacionalidade alemã aos emigrantes que estavam na Alemanha há já várias décadas. Basta ver que são na maioria gente que vive na Alemanha á 40 anos, muitos casados com alemães, perfeitamente integrados. Eu apoio que se dê essa nacionalidade, como vêem não estou contra emigrantes. Então a suspeita coloca-se. Merkel, que agora se converteu na Santa Madre Teresa de Calcutá, estranhamente não quer dar a nacionalidade a emigrantes que estão no país á décadas. Como afirmou um legislador, se eles não regularizarem a sua situação, podem ficar no perigo de deportação, perda de benefícios sociais. Assim como os seus filhos. Ou seja Merkel pode bem deportar emigrantes que estão perfeitamente integrados, muitos nascidos na Alemanha, casados com alemães, nada disto encaixa no que está a ser disto. Além do que ela expulsou pessoas pobres de bairros sociais, para alojar os refugiados. Juntando as peças, se Merkel, por um lado quer ajudar emigrantes, podia começar por legalizar os que já lá estão. Mas estranhamente não o faz, o próprio legislador ficou perplexo com a atitude de Merkel. O que deduzo?
    Que se trata de uma conspiração, para lentamente substituir a população nativa da Alemanha(por nativos entendo também os emigrantes que estão há décadas no país), que é altamente politizada, que tem direitos legais adquiridos, por uma população que virá ilegal, sem direitos, facilmente descartável. É no fundo o sonho cumprido. Depois do fim da URSS, destrói-se o estado social. Não se conseguiu enquanto a URSS existiu, não se conseguiu impingir a visão neo-liberal, e a reunificação da Alemanha trouxe consigo uma população apoiante do comunismo, do estado social. Então engendrou-se uma estratégia de enfraquecer o elemento nativo, não por questões raciais, mas devido á correlação de poder. Se há toda uma população com direitos, altamente politizada, se não se conseguiu derrotar de uma forma, substitui-se por outra, num permanente fluxo de entrada e saída de gente, destruindo o estado social. Há cerca de 2 anos, foi teorizado, num grupo de pensadores dos grandes lobbys do capitalismo, que o futuro da Alemanha passaria por em 20, 30 anos ser um país sem identidade nacional, aonde todo o mundo teria ascendência estrangeira. Só interessaria existir consumidores, alguém que consome, trabalha para o capital, o conceito de cidadania, nacionalidade, desapareceria. 2 anos depois dá-se esta artificial crise de refugiados, com todo o ar de uma história mal contada. Isto nada tem que ver com o nosso sonho comunista de uma grande República Internacional, nós não queremos destruir as culturas, queremos sim unir os povos na fraternidade, mas vários “comunistas” confundem internacionalismo com globalismo, multiculturalismo liberal. O marxismo foi estropiado com várias noções pós-modernos de nação, povo, multicultural, emigração, e devido a isto estamos neste impasse.

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    Recuperar a sanidade é chave. Varrer estes fetichismos pós-modernos, com as suas taras de liberdade, transnacionalidade liberal, falsa democracia. Exemplo: acaso defendemos a invasão da cultura americana, que arruína povos e culturas, tenta impor o capital, através de Hollywood, destrói a gastronomia, cultura local, em prol do Macdonalds? Então diversidade em si não é um fim em si mesmo. Não quero ter 40 canais que só passam merda na tv, quero ter 4, 5 bons canais temáticos. Não existe desertar do teu país para viver em paz, é o dever sagrado de todos defender a sua pátria.
    Isso também se aplica os europeus, e tenta-se destruir a cultura da Europa, usando toda uma carga de guerra psicológica. Manipula-se a consciência pesada dos europeus, no que toca ao colonialismo, chantangeando-lhes com acusações de racismo, e a nós comunistas também, querendo obriga-los a ter que aceitar tudo o que venha, assiste-lhes a eles o mesmo direito de se questionar quem entra, como na URSS, RDA, temos de parar de ter padrões duplos. Acaso na Coreia popular alguém entra como quer? Todo o mundo entra? Os espiões, como essa merda americana de 21 anos, que foi recentemente presa, também pode entrar? Os terroristas nazis podiam entrar na URSS???? Temos de recuperar a sanidade.
    Ter cuidado com a manipulação de conceitos como islamofobia, racismo, anti-semitismo.
    A forma como alguns usam o racismo anti-árabe para desculpar todos os actos cometidos pelo ISIS, ou proibir qualquer crítica ao Islão, sociedade árabe, não é ser sério, é ser contraproducente, e vai custar-nos caros.
    Aplica-se ao Islão o mesmo grau, critérios e padrão de crítica que se fez ao cristianismo nos últimos 2 séculos. Acaso não se questionou a cumplicidade da Igreja no colonialismo, a sua visão machista do mundo, a sua culpa no estado atual das coisas? E como está o mundo muçulmano? Acaso não tem problemas graves como a questão da mulher, das minorias? Acaso não têm de equacionar como tratam os outros povos?
    Acaso o Islão também não teve escravatura, de negros, brancos, berberes, que durou até aos anos 60 na Arábia Saudita? Não tem problemas graves no que toca á mulher? Acaso se tem aqui padrões duplos? Se o Papa diz o que que seja de errado, todos lhe caem em cima, e não poucas vezes insinuam que em si, há algo na religião cristã que tenha sido culpada do que se passou nas Américas. Se certos marxistas afirmam “a religião é o ópio do povo” isso foi apenas para o cristianismo? Todas as outras religiões são boas? Ou todas sofreram processos de desvio, apropriação pelas elites e consequente instrumentalização? Todos têm logo pressa em desligar o Islão de atos bárbaros como se vê no ISIS, mas poucos o fazem em relação a outras fés, como a cristã. Persegue-se os cristãos com o que se fez no passado, o Papa em qualquer pais tem de se desculpar de todos os crimes do passado, mas não se exige o mesmo a clérigos muçulmanos?
    Temos de ter cuidado para que a islamofobia não se converta num anti-semitismo, uma arma de chantagem para intimidar toda e qualquer crítica á cultura árabe, Islamismo.

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  11. Continua

    Exige-se que se reflita na condição da mulher, na discriminação das minorias, na separação do estado e da igreja. Em termos iguais aos que se fez no passado, no Ocidente cristão.

    Por fim, não podemos temer de ser taxados de racistas, isso foi o que nos impediu de nos opormos ao estado de Israel nos termos em que foi feito, nada há mais horrível para um marxista do que ser chamado de racista, essa é a arma que usa quem não sabe argumentar, quem procura intimidar.

    Proponho um grande plano de recuperação da Síria, Iraque, que reconstrua os países.
    Os refugiados de facto, não os falsos, do ISIS, terão de ser ajudados, até regressarem. A guerra estará no fim, é questão de uns 2, 3 meses até acabar.
    Devem ser distribuídos pelos países ricos do mundo, não só da Europa que está em declínio económico, a China, Canadá, América do Sul, EUA, Austrália, Japão, países ricos do Golfo.
    Logo na Síria os deslocados internos devem ser ajudados, os que estão nos países vizinhos tem de se melhorar as suas condições, criar corredores seguros que os transportam aos destinos vários e aí permanecerem.
    O meu plano é justo e lógico??? Agora esta barbaridade de uma pessoa ter de ter 15 mil euros por pessoa (quanto não têm?), para pagar a um traficante, que comete toda a casta de crimes, para arriscarmos a morrer no Mediterrâneo, em vez de a ONU transportar os refugiados, é uma barbaridade!!!

    Camaradas, muito está em jogo, temos de avançar na luta, não é com atitudes de censura politicamente correcta como no movimentopoliticoderesistencia que lá iremos.

    Concordo no geral com o vosso post, mas senti ter de escrever isto!!!

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  12. Lo que abordas aquí es largo y complejo, posiblemente tengas partes de razón y otras partes no. Con algunas cosas que dices podemos estar de acuerdo pero con otras estamos en franco desacuerdo.

    La esencia de lo que decimos aquí es que el Imperialismo y el capital buscan dividir y fragmentar a los oprimidos para así poder dominarlos y que tanto los fascistas como los islamistas son instrumentos de ellos para estos fines.

    Desde luego todo hecho es complejo y tiene en su seno diferentes contradicciones. Pero se debe valorar cuales son las contradicciones principales y cuales son las contradicciones secundarias y cual es la dinámica general.

    Se debe hacer un análisis y estudio riguroso sobre este tema y no basado en suposiciones o teorías conspirativas sino en hechos que puedan ser comprobados.

    Saludos rojos.

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    1. En cuanto a estas afirmaciones del rey de Jordania: http://odiodeclase.blogspot.com.es/2016/03/abdala-ii-de-jordania-turquia.html.

      Si son hechos que pueden ser comprobados te darían la razón en parte.

      Pero ¿Tiene Turquía la capacidad para un desafío de tal magnitud sin contar con el respaldo y complicidad de EEUU? ¿Puede EEUU apoyar a Turquía en este desafío contra su aliada Europa y con el peligro de que Turquía se vuelva a largo plazo un desafío para EEUU?

      Son cuestiones complejas y difíciles de creer.

      Lo que esta muy claro es que EUROPA DEBE ROMPER LA DEPENDENCIA DE EEUU porque todas las guerras que Europa apoya a EEUU se vuelven en contra de Europa. La prioridad aquí debe ser la ruptura de Europa con EEUU.

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    2. AnonimoTrotskista28 de marzo de 2016, 4:29

      Temos sempre de supor algo, teorizar o possível, o que pode suceder.

      Basta notar o que pode suceder amanhã numa reserva dos índios.
      Desde sempre o imperialismo quis retirar essas terras.
      Amanhã, provavelmente, poderemos ver ONGs a aliciar os índios, para saírem das reservas, com a ideia de ganharem por exemplo 5 vezes mais.
      No momento em que todos comecem a abandonar, os índios desaparecem como povo e sacraliza-se a sua limpeza étnica. O mesmo Israel tenta fazer á anos com os palestinianos, através do bloqueio torna vida deles em total desespero, por outro lado alicia com ONGs para que eles saiam! Ou oferecendo fortunas por terras, para força-los a sair. E contudo os palestinianos ficam, ficam porque percebem que se saírem, é o fim da Palestina, preferem sofrer e resistir, do que vender a casa por fortunas, porque sabem que o que se pretende é fazer desaparecer um povo.
      É um coincidência estas táticas, acaso todos não dizemos que é tática de Israel para os forçar a sair?
      Há uns anos explodiu um escândalo de pedofilia nos aborígenes da Austrália. A imprensa tabloide encheu-se de ataques aos nativos, afirmava-se que existia "gansg armados, percorrendo as cidades, violando impunemente". Que as autoridades locais nada faziam.
      Os ativistas locais e missionários cristãos, junto com os comunistas da Austrália denunciaram que isto se tratava de uma fraude para poderem invadir os nativos.
      Estes controlam parte de terras na Austrália, aonde o governo não pode entrar. Pouco tempo antes(uma espantosa coincidência sem dúvida), tinha-se descoberta que as reservas índias estavam repletas de riquezas minerais, e que várias multinacionais queriam aí se instalar. Contudo os nativos opunham-se e queriam impedir a exploração mineira, querem viver segundo a sua cultura.
      Do nada, surge um "relatório" do Serviço de Proteção de Menores, que falava de "uma situação catastrófica, com gangs pedófilos a violar impunemente, que milhares de crianças tinham sido violadas".
      Na verdade o relatório fora fabricado. Apenas existira um relatório falando que em algumas localidades, faltava efetivos de polícia e que devido a isso tinha havido certo número de crimes por investigar, morosidade, isso saldou-se em certo aumento de crimes, mas algo que sucede em qualquer cidade numa dada altura.
      Missionários cristãos acusaram esta mentira, afirmando que se procurava "uma desculpa para ocupar as terras aos nativos". Foram ignorados.
      Resultado: o governo da Austrália decretou a ocupação militar das terras, através de um decreto de urgência, justificado pela necessidade de deter os "gangs que profileravam". Aos nativos foi-lhes retirado o controlo das terras. Preparam-se já os negócios suculentos das multinacionais.
      Quando a mentira foi desvendada, que importou? O efeito foi criado! Alguma vez veremos um papel a dizer "houve uma conspiração para destruir os nativos e roubar-lhes a terra"? Talvez daqui a 100 anos mas para já basta raciocinar e juntar as peças do puzzle, de certo que os missionários e os comunistas desse país não são todos conspiracionistas.

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    3. AnonimoTrotskista28 de marzo de 2016, 4:49

      Já afirmei antes que há uma imigração lógica e natural, que pode ser enriquecedora. O caso dos técnicos soviéticos que iam para países do 3º mundo ajudar a desenvolver as economias locais. os médicos cubanos que fazem também esse apoio no 3º mundo.
      Quando há uma necessidade maior que a mão-de-obra há uma imigração que é lógica.O que não existe é máfias a extorquir fortunas a pessoas para as mandar para um país, sem saber se há ou não empregos, a Finlândia pode acomodar todo o mundo?A Europa não pode absorver todo o mundo, temos sim é de reconstruir a lógica socialista de apoio humano.
      A URSS gastava 30% do seu orçamento a apoiar os países comunistas e os movimentos políticos em todo o mundo.
      Ao apoiar a criação de guerrilhas, PCs, ao trazer os jovens para estudar na URSS, dar-lhes treino, educação, criando lideranças revolucionárias, apoiando humanitariamente, mas sobretudo focando a transformação política como horizonte último, assim ajudava a URSs.
      Não trazia todos os pobres do mundo para o país, não os poderia manter, podia sim ajudar á transformação.
      Além do que alguns se esquecem que o mundo, não tarda, terá 12 biliões de pessoas, como é que a Europa pode acomodar todo o mundo?
      E todos os problemas não são só culpa da Europa. A europa não inventou a desigualdade de género, falta de liberdade de religião, na Arábia Saudita, assim como nós confrontamos os problemas no mundo ocidental (daí o surgir do marxismo), o mesmo terá de fazer o mundo.
      Não se pode ter 8, 9 flhos, a mulher não trabalha, o homem trabalha por um salário de miséria, vive-se num regime feudal e isso provoca a pobreza também.
      Que indiscutivelmente a Europa impediu qualquer transformação nesses países, é algo tão óbvio que nem merece discussão.
      Contudo a Europa não criou todos os problemas.
      A Europa não criou o sistema de castas na Índia, a violência de género, a desigualdade social.
      Esses problemas têm de ser resolvidos e só a erupção do marxismo pode resolver.
      Não se combate o que não se presume ser problema. Se defendemos que o único problema do 3º mundo é a Europa, então isso é errado e desonesto intelectualmente.
      A Europa roubou, pilhou, numa escala sem precedentes, mas as elites locais foram cúmplices e em muitos casos aliaram-se aos europeus para manter os seus privilégios.
      Um exemplo do absurdo desta narrativa pseudo-anticolonialista, é a defesa de uma aberração como as castas na Índia, que agora os fascistas hindus querem restaurar. o seu argumento: a abolição das castas é uma ideia ocidental, é um genocídio cultural á cultura da Índia! Acaso isto é anedota? Que veremos a seguir? A escravatura negra é uma "expressão cultural do Ocidente", reintroduzir os auto de fé da idade Média, os pogroms anti-judeus em Lisboa, em 1506 como "expressão cultural"?
      Buda, príncipe indiano do século V a.c. criou o budismo e tentou reformar a índia, abolindo o sistema de castas. O mesmo defenderam os Siks, jainistas, religiões da Índia, muito antes da chegada dos europeus. E o Islão quando chegou á India, no século XI, assim como os cristãos de S. Tomé do século I. d.c. opuseram-se sempre ás castas, mas nenhum conseguiu transformar a índia.
      Classificar as castas como "cultura" e ter o desplante de fazer a sua defesa como "uma cultura que o Ocidente quer destruir", é uma vergonha, ridículo, e é intelectualmente desonesto. A própria teve desde sempre gente que criticou as castas, que aliás foi sempre a razão central das várias reformas religiosas da índia.Vários comunistas da Índia já alertaram para estas manipulações do anti-colonialismo, como forma de defender aberrações, o que será contraproducente e pode redundar, tal como na manipulação do anti-semitismo, no seu efeito contrário, o ressurgir do mais abjeto racismo europeu.
      Não percamos de vistaa isto.

      Saudações revolucionárias.

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    4. AnonimoTrotskista28 de marzo de 2016, 5:06

      Quanto á cumplicidade dos EUA com Merdogan é óbvia, na verdade o mais incrível é como há gente que se crê nestes ataques de Bruxelas como algo espontâneo.
      O sinais são claros.
      Merdogan havia previsto ataques em Bruxelas. Ontem afirmou que "este ataque foi culpa da Bélgica por não ter condenado o PKK como grupo terrorista". Apenas sou eu que denoto nisto uma nítida ameaça???
      Acaso Merdogan ameaça atacar quem não condenar o PKK??
      Por outro lado, um pormenor surreal do atentado belga, a juntar á já clássicas imagens falsas. Um missionário mórmon (uma seita desde sempre ligada á CIA), com apenas 19 anos afirma ter sobrevivido em Bruxelas ao seu terceiro ataque terrorista, depois de Boston e Paris!
      Acaso sou apenas eu que acho isto muito estranho? É uma coincidência que um jovem tenha estado em três ataques, em três cidades distintas, na altura que se dá o ataque??? Acaso será um agente CIA, que visa aquando do ataque intoxicar a opinião pública , com a versão previamente encomendada, que mais não é que desinformação total.
      Vejam isto e digam se sou só eu que acho isto estranho:

      http://mundo.sputniknews.com/america_del_norte/20160323/1057954023/estadounidense-sobrevivir-bruselas-tercer-atentado.html

      Quando comecei a ler o vosso blog, espantou-me os vossos posts sobre as decapitações encenadas do ISIS. Há anos teria dito "são teorias da conspiração", mas hoje acredito em quase tudo. Se se pode mentir a esse ponto, o que não se pode ocultar?
      Como pode a Europa não se interrogar de quem entra, de como a polícia tem sempre prévio conhecimento do terrorista, mas não atua, de como se acha muito rapidamente passaportes identificando o terrorista e depois vem fazer o papel do marido corno, que não obstante todos os sinais da traição, faz papel de corno manso e surpreso.
      Merdogan é um psicopata, que na verdade atua como um lacaio dos eUA, pode bem querer ganhar poder e autonomizar-se, os EUA irão tentar impedir isto, mas não se pode brincar com o fogo e não esperar consequências. Pode bem ser que Merdogan saia de controlo, aí só nos resta que a Europa dissolva a UE e peça a intervenção da Rússia, que vai acertar nos cornos de Merdogan, porque ele está a provocar a Rússia em algo crucial:a Crimeia, a base naval mais importante.
      Enfim, vivemos tempos sinistros, temos de refletir e colocar hipóteses, antecipar é chave por vezes, o que não significa que assim vá suceder, mas pode bem ser o caos noutra altura.

      Saudações revolucionárias.

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