domingo, 17 de abril de 2016

Explotar y precarizar las condiciones de trabajo: Alemania pone a los refugiados a trabajar por un euro la hora

 
15/04/2016
 
En la tarde del miércoles, la canciller Merkel se encerró con sus socios de coalición con el objetivo de esbozar una ley que sirva para integrar en el mercado laboral a 100.000 refugiados en un tiempo récord. Si no presentan resultados palpables, el castigo que pueden recibir en las urnas en las generales de 2017 puede ser irreversible, por lo que los socios de la gran coalición alemana comenzaron la reunión dispuestos a no salir de la habitación hasta no haber hallado soluciones. Ya de madrugada, se abrió la puerta con el anuncio de una “histórica” ley de integración cuya principal novedad es que los refugiados podrán trabajar mientras esperan el dictamen sobre su solicitud de asilo y que ese trabajo incluye los empleos “Ein-Euro-Job” remunerados con un euro por hora trabajada.
 
"El centro de esta ley es intentar en lo posible integrar en el mercado laboral a numerosas personas", explicó la canciller alemana cristianodemócrata, acompañada por Sigmar Gabriel (SPD) y Horst Seehofer (CSU). Con ese propósito, la nueva Ley de Integración hace obligatorio el aprendizaje del alemán, recorta las prestaciones a los refugiados que no cumplan con los requisitos de integración, establece expulsiones en caso de comisión de delitos y prevé programas de formación rápida para los recién llegados con mejores perspectivas laborales.
 
Uno de los cambios más destacados es que hasta ahora los refugiados no podían integrarse en el mercado laboral mientras su solicitud de asilo era procesada y a partir de ahora podrán ser integrados en las ocupaciones remuneradas con entre 1 hasta 2,5 euros por hora que fueron legisladas hace más de diez años por las reformas Harz y que implican a parados de larga duración, que pueden ser llamados para estos trabajos de valor comunitario, como retirar nieve de las carreteras en invierno, limpieza de jardines o atención de servicios estatales como las escuelas de prácticas de conducción de bicicletas para niños. Las personas que son llamados a cumplir con alguno de estos empleos reciben un euro por hora además de las ayudas sociales que venían recibiendo, pero si se niegan corren el peligro de perder las prestaciones sociales.

Pragmatismo

Los “Ein-Euro-Jobs” han sido aplicados principalmente en zonas del este de Alemania donde el paro superaba el 20%. Según datos de la Agencia Federal de Empleo de 2006, ese año fueron registrados 840.000 empleos de este tipo, pero la cifra se había ido reduciendo hasta los 230.000 de 2015. No se trata de empleos regulares, ya que quienes los toman siguen constando como parados y reciben su subsidio del Estado, sino como servicios a la comunidad a cambio de las ayudas e incentivo para la búsqueda de empleos mejor pagados. La Agencia Federal de Empleo ha considerado en declaraciones a Frankfurter Allgemeine que esta ampliación del banco de trabajadores “Ein-Euro-Job” como “correcta”, ya que “los refugiados se están preparando para llegar a conseguir un empleo regular y así será más fácil que permaneciendo inactivos”.
 
El vicecanciller y presidente del Partido Socialdemócrata, Sigmar Gabriel, ha dicho durante la presentación del acuerdo que "quien quiera pertenecer a nuestra sociedad tendrá el camino más fácil" y ha subrayado que se trata de una “ley solidaria pero también pragmática". "Es importante la integración de la gente que llega al país, pero también es importante que a aquellos que no acepten estas medidas se les recorte las prestaciones", ha agregado el socio más crítico del Gobierno, el presidente de Baviera y de la Unión Socialcristiana (CSU) Horst Seehofer.
 
La nueva ley de integración prevé además que los solicitantes de asilo procedentes de países considerados seguros o personas que deberán ser deportadas no podrán beneficiarse de la inserción en el mercado laboral y, para evitar falta de claridad en los permisos de residencia, deberá vincularse el acceso al mercado laboral y a las prestaciones de integración un certificado de llegada. También contempla la suspensión durante tres años de la norma que excluye a los solicitantes de asilo de puestos de trabajo a menos que no haya un ciudadano alemán o de la Unión Europea que pueda ocuparlos, y quedan reducidos los tiempos de espera para los cursos de alemán de tres meses a seis semanas.
 
Además, para evitar la formación de posibles guetos, las personas con derecho a permanecer en el país serán repartidas de forma proporcional por todo el territorio alemán. "Las infracciones en relación con el lugar de residencia asignado tendrá consecuencias palpables para los afectados", han explicado fuentes del gobierno, sugiriendo que puede llegarse a la expulsión.
 
 
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2 comentarios:

  1. AnonimoTrotskista18 de abril de 2016, 9:47

    Já esperava por isto!
    Apenas confirma o que suspeita desde sempre!
    Merkel não lhe interessou jamais salvar vidas, sim destruir o estado social, num país como a Alemanha, que ainda tem um alto nível de vida.
    Desde o início que me opus a certa visão que se instalou em certa esquerda marxista(não me refiro a este blog), de que Merkel agora era alguma santa.
    Aprova lei em tempo recorde para permitir esta barbaridade de salários a 1 euros hora. Isto tornará este salário mais baixo que o de Portugal e da Chequia, que já são os mais baixos.
    Resiste a uma lei, que está a ser discutida á mais de 20 anos, sobre dar aos emigrantes que estão há décadas na Alemanha, a nacionalidade alemã. Muitos estão casados com alemães, ou vivem á décadas e estão perfeitamente integrados. O legislador avisou que se isto não for resolvido, poderá haver onda de deportações de gente imigrante da Alemanha, alguns que lá estão á 40 anos, inclusive jovens que nasceram na Alemanha!!!
    Nunca se preocupou com os refugiados quando eles fugiam desesperados de um ISIS em avanço imparável, até Setembro de 2015, na altura em que de súbito lhe deu uma inspiração de Madre Teresa. De súbito preocupa-se com os refugiados, ninguém se preocupando em perguntar porque antes nunca se interessou. E quando é notório quer a infiltração de membros do ISIS, dentro da onda de refugiados, quer de gente de classe média, que não só não é necessitada, mas cujos comportamentos arrogantes e hostis, estão a voltar a população europeia contra os refugiados.
    Agora estas medidas…
    Não é preciso muito astúcia para ver o que se oculta por detrás disto, destruir a Alemanha social, enfraquecendo-a, alternando fluxos de populações, sem que ninguém possa criar raízes e direitos, assim sendo mais facilmente manobrável.
    Daqui a 10 anos estes refugiados serão deportados, depois de servirem de base para destruir o estado social.
    Já afirmei que defendo uma política diferente. Campos de refugiados logo na fronteira, que recebendo-os, peguem nos excedentários que não possam ser aí mantidos, e distribuam pelos países ricos da Europa, EUA, Canadá, Japão, Austrália, países do golfo e América do Sul. Contudo ter cuidado para que aí não se receba desertores, para assim não ajudar o ISIS, só os refugiados e não desertores. Nesses países dar-lhes educação, trabalho até á resolução do conflito. Criar um comité para garantir que com o fim do conflito, possam regressar para a reconstrução da Síria, que já foi anunciada e criará empregos, salários. Na Venezuela, o governo foi buscar diretamente os refugiados a Damasco, aos campos, onde a sobrelotação tornou a vida impossível, não se viu esta barbaridade, de exigir a pessoas 15 mil euros por pessoa, para poderem viajar,mas o pior é que a viajem é perigosíssima, a maioria morre, afogada, atacada, de fome. Tenho tido discrepâncias com a visão de certos marxistas, que na minha forma de ver, estão a ser ingénuos, e nem se dão conta do que se oculta. De forma alguma sou chauvinista. Tenho amigos estrangeiros, muitos familiares a viver no estrangeiro, o bem que lhe quero, quero a esses emigrantes. Imaginar-me a vender o que tenho para reunir 15 mil euros por pessoa da minha família, sujeitar a minha família a ser atacada, morta, violada, para chegar á Europa e ainda sermos chulados com “salários” de 1 euro á hora(não tarda muito será 10 cêntimos), isto é uma vergonha, uma aberração!!!

    Continua

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  2. AnonimoTrotskista18 de abril de 2016, 9:49

    Continua

    O mais grave é o grau de ilusão a que alguns comunistas se prestaram e o ridículo de acusaram de chauvinista quem está a denunciar o que se está a passar e ainda apoiarem Merkel. Ser comunista não é ser a favor da imigração de tipo capitalista, com máfias tenebrosas a venderem crianças para serem violadas, com pessoas a serem escravizadas, é sim ser a favor do internacionalismo proletário, que diz que há o direito indiscutível de fugir quando necessário, de buscar vida melhor, e inclusive casar com alguém de raça diferente, não isto que estamos a ver. Por exemplo, no Brasil, os comunistas sírios (https://www.facebook.com/solidariedadecomasiria), estão a fazer um grande trabalho de apoio e divulgação da causa síria no país, unindo-se aos comunistas brasileiros na tradução de páginas do árabe, inglês, divulgando e contra-informando. Foram dos primeiros a alertar para que algo não batia certo nesta narrativa desde Setembro de 2015, mas não se opuseram aos refugiados, na verdade vários deles são refugiados. Alertaram sim, que estava a surgir um caos total, com máfias a venderem viagens por preços exorbitantes, aliciando com mentiras de subsídios inexistentes de 10 mil euros mês, e que era a classe média (muitos apoiantes do ISIS) quem estava a entrar na Europa. Essas pessoas não eram necessitadas, na verdade muitos eram maidanitos do ISIS (daí só fugirem quando o ISIS perdeu) e eram hostis e arrogantes. As pessoas mais pobres, das áreas curdas por exemplo, estão atrapadas e não conseguem fugir. O que não nega que haja muita gente inocente e boa, note-se os refugiados líbios(intrigante que não se fale deles), contando histórias horríveis do ISIS. Esses de fato são um caso urgente, a Líbia é um caos total, muitos são expulsos pelo ISIS e não têm onde entrar, estão totalmente desesperados, sem ter dinheiro para a viagem, andam a pé até á costa e aí os traficantes levam-nos, evidentemente sob a promessa de dinheiro futuro ou com vendas sinistras, como a prostituição ou abuso sexual de que se fala! Alguém fala disto???
    Não me oponho nem á emigração, nem ao asilo, apenas questiono este modelo. Não sei o que irá suceder no futuro, mas não auguro um futuro bom!

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