domingo, 7 de agosto de 2016

Mumia Abu-Jamal: El ascenso del femenino imperial


El ascenso del femenino imperial

por Mumia Abu-Jamal
 
Si se cumplen las expectativas del Partido Demócrata para la presidencia °45 de Estados Unidos, Hillary Rodham Clinton muy pronto será presidenta, la primera de su género en ocupar el cargo en la historia del país. Aunque esto en sí es notable, cabe señalar que la mayoría de la población del país es femenina, una muestra de la falta de democracia en el sistema político de Estados Unidos.
 
Abigail Adams, la brillante esposa del segundo presidente de Estados Unidos, le imploró a John Adams que “se acordara de las damas.” Como la mayoría de los esposos, él no le hizo caso, y casi dos siglos pasaron antes de que las mujeres pudieran votar.
 
Sin embargo, el mundo ha tenido un buen número de  líderes femeninas. Al intentar superar a sus homólogos masculinos, muchas de ellas, desde Cleopatra en el Egipto Ptolemaico hasta las reinas de Inglaterra,  han desatado los perros de guerra.
 
En el mundo moderno, Golda Meir de Israel, Indira Gandhi de la India y Margaret Thatcher de Gran Bretaña han entrado en el juego sangriento antes conocido como “el deporte de reyes”.  Meir hizo guerra contra los árabes, Thatcher envió tropas contra Argentina por las Islas Malvinas, y Gandhi ordenó la guerra interna contra los Sikh, así provocando la destrucción  del sagrado Templo Dorado de Amritsar.
 
Una mujer que detenta el poder debe asumir una postura híper-masculina, muscular y marcial.  Ella hace esto para demostrar que, a final de cuentas, es “uno de los muchachos”. Y no cabe la menor duda que Hillary Rodham Clinton es “uno de los muchachos”.
 
Cuando era senadora, ella votó a favor de la Guerra contra Irak, considerada por la mayoría de los respetados analistas de la política internacional como la peor estupidez de la nación.
 
Como Secretaria de Estado, Clinton impuso su voluntad para desestabilizar  Libia al enviar armas a los islamistas que se opusieron a Muamar el Gadafi.  Con respecto a su asesinato, ella tiene la fama de alardear en una entrevista televisada: “Llegamos. Vimos. ¡Y él murió!”  Libia ahora es un osario que arde.
 
Los líderes neoliberales, como ella, son tan marciales, tan militar-céntricos, que su oponente principal, el maniático Donald Trump (¡del Partido Republicano!) llama a Clinton “belicista”.  Y lo que es peor ¡él tiene razón!
 
Al ascender Hillary Clinton al trono imperial, es su poder de decisión, y no su género, el que importa. Hubo una época cuando las mujeres gobernaban el mundo, y tal vez lleguen a hacerlo de nuevo. Que la mujer gobierne con sabiduría, compasión y misericordia,  y no vestida de traje de pantalón largo, dispuesta a promover el juego de la muerte para ser “uno de los muchachos”.
 
Desde la nación encarcelada, soy Mumia Abu-Jamal.

–@’16maj

29 de julio de 2016

Audio grabado por Noelle Hanrahan: www.prisonradio.org

Texto circulado por Fatirah Litestar01@aol.com

Traducción Amig@s de Mumia, México

 
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1 comentario:

  1. O feminismo nasce como marxista, conhece uma certa social-democracia nos anos 80, torna-se neo-liberal nos anos 90 e agora temos a dupla maravilha, o feminismo imperialista e o nazi. O imperialista é simbolizado em Hillary, Merkel, Lagarde e todas essas merdas, que parecem uns machos no pior que têm os homens. A outra variante, as nazis, são visíveis nas FEMEN, um grupo nazi, que esteve presente em Odessa, onde uma das suas vedetas, celebrou com um punho numa selfie, com o fundo da Casa dos Sindicatos a arder em 2 de Maio!!!! Enfim, mais uma causa prostituída!!É incrível a forma como a CIA, o capitalismo, conseguem pegar nas causas mais nobres manipulam-nas de tal ordem, que tornam causas revolucionárias em armas contra os povos. Hoje vivemos uma farsa!! Hillary é racista desde a juventude. Os que a querem vender como um símbolo feminista multicultural, esquecem que nos anos 60, ela fez parte da juventude republicana e militou num movimento racista, de um líder que era o Donald Trump de então, que queria se opor ao fim da segregação. Clinton referiu-se a esse passado incómodo como “tenho orgulho, apesar de ter tido visões erradas”. Hoje, no cúmulo da farsa, ela é vendida como a oposição ao racista e sexista declarado Trump! Na verdade, ela é igual a ele, a alternativa é o marxismo. A única razão pela qual Trump está a galvanizar certo voto, é porque ele fala que irá se isolar e parar com o intervencionismo, algo que tem certo apoio num fascismo americano de tipo libertário, que se quer focar na América, ter boas relações comerciais com a Rússia e a China e evitar conflitos, para localizar os recursos para uma agenda interna. É similar a Le Pen, quando quer romper com a UE. Clinton e Obama têm vindo a encarcerar mais pessoas negras que Bush e Reagan juntos. A maior crise racial desde os anos 60 é criada com Obama, onde se matam crianças de 12 anos como Tamir Rice e ninguém é punido. Nem Reagan chegou a isto!
    Trump faz tudo às claras, admite o que pensa: os negros e latinos são merda, vai prendê-los todos e deportar o resto. Os árabes são merda e vai deportá-los todos. As mulheres devem estar em casa, submissas ao marido. Clinton surge com sorrisos, promete o feminismo, multiculturalismo, uma América aberta. Na prática, a polícia americana mata negros de uma forma que nem se viu com Reagan. Encarcerou mais negros e latinos que Reagan e Bush juntos. A destruição da política social, já de si fraca, destruiu qualquer hipótese de sucesso dos negros, latinos, empurrando milhões para o suicídio e pobreza. A criminalidade decorrente da pobreza, foi usada como pretexto para prender negros em massa e tirar o seu voto. Os migrantes foram presos em massa, por qualquer suposto delito e deportados de forma “legal”(Trump apenas faz tudo de forma clara e aberta). A precarização destruiu as famílias, tornando impossível ter filhos e ameaçando a renovação de gerações, com um declínio demográfico enorme. Toda a geração dos nascidos nos anos 80 não têm emprego, não pode casar, ter filhos, ter uma vida.
    A diferença não é entre uma nazi oculta e um nazi declarado. A alternativa é o marxismo. Muito interessantemente, uma candidata do Partido Verde, Jill Stein, que tem um programa ainda mais radical que o de Sanders, teve um aumento de 1000% das doações. Os apoiantes de Sanders estão a abandonar o P. democrata e a procurar uma alternativa clara. Eles estão a escapar para Jill Stein e outros grupos de esquerda. Stein quer congregar a esquerda. O interessante disto é que os apoiantes de Sanders querem uma revolução e recusam a aderir à ideia do “não há alternativa”. Eis algumas das ideias de Stein: sistema nacional de saúde e educação. A educação gratuita, desde a primária até à universidade. Imediato cancelamento e anulação da dívida dos estudantes universitários e transição para um sistema público.
    É este o sinal mais interessante dos EUA, que demonstram que o capitalismo não tem a unanimidade que se pensa nesse país.

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