viernes, 4 de noviembre de 2016

Brasil: En Rondonia la policía asesino y después desfilo con los cuerpos de los muertos


Os venais sites policiais de Rondônia exultaram o crime cometido pela PM de assassinar quatro supostos assaltantes de lojas e depois desfilar com os corpos pelas ruas de Buritis, no dia 3 de novembro de 2016. Sob a alegação de “troca de tiros”, exaltam os assassinatos sumários de supostos “delinquentes” pobres.
Esse fato dá, mais uma vez, a dimensão da barbárie policial e do fascismo implantado no estado, onde o governador Confúcio Moura/PMDB é um reacionário ex-PM e o comandante da corporação, coronel Enedy Dias, foi alçado ao posto pelos seus patrões latifundiários locais, aos quais presta serviços desde seus tempos de tenente.
Páginas na internet controladas por policiais dão respaldo ao fascismo e a barbárie, acoitam e elogiam os assassinatos sumários alegando “troca de tiros”. Mas há contradições entre as versões apresentadas nessas páginas policiais. Na página “É fato Rondônia” está a informação que após vários assaltos nos comércios  do centro de Buritis e roubo de uma motocicleta da Honda FAN 125, as pessoas depois assassinadas empreenderam fuga e a PM passou a realizar diligências em toda cidade e região, vindo localizar a motocicleta no perímetro rural próximo a área urbana. Não há informações sobre como ocorreram as execuções.
Já no site policial “Rondônia Vip”, é plantada a notícia que os supostos “bandidos foram mortos na zona rural após uma troca de tiros com policiais civis e militares.” 
E o “TBN Canal de Notícias” diz que após os assaltos “a policia realizou o trabalho de captura desses elementos, ao qual (Sic) acabou havendo troca de tiros e… quatro elementos foram abatidos!” 
Pelas próprias leis burguesas existentes, não cabe a polícia o papel de assassinar suspeitos ou mesmo pessoas  presas em flagrante. Mas na prática a lei não passa de ficção, pois não há direitos para os pobres e aos ricos tudo é permitido. No papel, as leis estabelecem que caberia a polícia prender, a promotoria instaurar processo, e depois ter julgamento e caso ocorresse comprovação de crime, a condenação. Mas na prática, a polícia prende pobres supostos delinquentes e os executa covardemente e depois alega “resistência”, “troca de tiros” ou “balas perdidas”. E, em Rondônia, também desfila com os cadáveres à luz do dia em caminhonete de luxo e com chapa fria,  e tira ainda tira “selfies” (fotos digitais) como se fossem troféus.
Não há na crônica policial do estado de Rondônia e do país qualquer ladrão-grande burguês ou ladrão-latifundiário que tenha sido “abatido” pela polícia. A polícia de Rondônia executa o papel de carcereiro, juiz, de sumários carrascos e de assassinos quando se trata de “combater” supostos crimes cometidos por pobres. O podre monopólio de imprensa e o judiciário acoitam esses crimes. Já os latifundiários ladrões de terra e assassinos de humildes camponeses contam com suas proteções regiamente remuneradas. Isso sem falar nos políticos ladrões e golpistas ricos grandes empresários que raramente são presos, e como acontece atualmente com Marcelo Odebrecht mesmo roubando bilhões em obras superfaturadas e propinas milionárias para ministros, governadores e parlamentares, já tem previsão de saída de sua gaiola de ouro e sob a proteção da polícia assassina e fascista.
Esse genocida e podre Estado burguês-latifundiário, serviçal do imperialismo, suas hordas policiais criminosas e bandos de pistoleiros, têm que acabar!
Em Rondônia, sempre que as famílias camponesesas lutam pelo legítimo direito a terra a quem nela trabalha, a polícia e bandos de pistoleiros à soldo do latifúndio reprimem, perpetram assassinatos e todos tipos de atrocidades e, junto com a imprensa venal, também acusam e criminalizam os camponeses e suas organizações de luta, como a LCP.
Vejam esse vídeo da também criminosa imprensa fascista e pró-latifúndio de Rondônia que acoita e naturaliza os ignóbeis assassinatos perpetrados pela polícia. Desrespeitando a própria lei burguesa, os elementares direitos do povo e os familiares das vítimas, diz a imprensa venal: “os elementos foram abatidos!”:
VIDEOS:

1 comentario:

  1. Creio que nos falta uma palavra para definir o racismo contra os pobres, que é uma discriminação ignorada por muitos.
    Este acto bárbaro só mostra a mentalidade fascista de uma polícia, que como um autêntico braço legal do sistema capitalista, criminalizar o ser-se pobre e ataca os pobres.
    Aos pobres dispara-se por tudo, mata-se sem pudor. Um Madoff roubou biliões, arruinou a vida de biliões de pessoas e foi escoltado em algemas para o tribunal. Um pobre rouba algo para comer e a polícia dispara sobre ele, mata indiscriminadamente e ainda insulta as vítimas.
    Há que criar uma palavra para esta forma de racismo.

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