viernes, 16 de diciembre de 2016

Vídeo muestra a más de 30 tamiles participando en reunión maoísta

 
COIMBATORE: Un vídeo, supuestamente el de una reunión de maoístas en los bosques a lo largo de la frontera de Tamil Nadu y Kerala, que tuvo lugar antes del encuentro matando a dos líderes rebeldes hace dos semanas, reveló que algunos de los participantes hablaban tamil.
 
Un maoísta asesinado en el encuentro fue Kuppuraj, un tamil del distrito de Krishnagiri. El vídeo, que revela la creciente participación de los tamiles en las actividades maoístas, ha dejado preocupados.
 
Oficiales de la sucursal Q confirmaron que el vídeo fue filmado hace dos meses. Durante la reunión discutieron el establecimiento de una segunda base en la intersección de Tamil Nadu, Kerala y Karnataka.
 
El 25 de noviembre, el equipo de Thunder Bolt de la policía de Kerala había asesinado a dos maoístas, Kuppu conocido por Devaraj y Ajitha en el bosque de Nilambur, mientras intercambiaban fuego en el distrito de Malappuram.
 
El vídeo muestra a Kuppu dirigiéndose a otros maoístas que poseían armas. Los instó a intensificar las protestas armadas en la interseccion de los tres estados. Ajitha también se dirigió a los cuadros, y los motivó de las mismas cosas. Más de 30 personas habían participado en la reunión al final de la cual habían levantado eslóganes en Tamil.
 
Según las fuentes de la policía de sucursal Q, un dentista y dos jóvenes de Sathyamangalam y Pollachi están trabajando para el CPI (maoísta). Otra persona de Ukkadam en Coimbatore ya ha obtenido instrucciones en armas en Kerala. El dentista sigue huyendo mientras los demás están bajo vigilancia. Según fuentes, los maoístas estan trabajando en dos grupos. Un grupo trabaja principalmente en áreas urbanas, propagando su ideología y reclutando gente mientras que el otro trabaja principalmente en las selvas y están armados.
 
Las fuentes policiales de la sucursal Q dijeron que inicialmente, los maoístas habían establecido su base en Jharkhand. Pero, el gobierno de la Unión había desplegado una serie de fuerzas paramilitares para buscarlos. El CPI (maoísta), opera desde la región de Malnad de Karnataka a Wayanad en Kerala. Se dice que los maoístas habían organizado una campaña político-militar de noviembre de 2014 a enero de 2015 en el área de la interseccion.
 
“Ellos extendieron su área de operación de Mudhumalai a Bandipur llevando a cabo una encuesta bajo el liderazgo de Naveen conocido por Jayanth o JM Krishna, un líder del CPI (Maoísta) de Karnataka. Su objetivo final es formar un “corredor rojo” desde Kollur en Karnataka a Mudhumalai en Tamil Nadu, cubriendo Kollur, Udupi, Sirungeri, Bethangadi, Kodagu, Madikeri, Subrmanya, Siradikavu, Wayanadu, Pandalur, Cherambadi, Nadukani, Nilambur, Kozhikode , Bhavani, Attapadi y Bandipur “, dijo un oficial superior de la sucursal Q. Jayanth conocido por JM Krishna fue asesinado en marzo de 2015 después de ser pisoteado por un elefante salvaje.
 
timesofindia.indiatimes.com
 
 
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4 comentarios:

  1. Muito boa notícia! Esta notícia tem um cariz transcendental. Permitam-me acrescentar algo mais.
    O que se depreende disto é que a luta maoísta se estende a outras realidades que não apenas o Norte da Índia.
    A revolta comunista na Índia tem de se estender a todos os quadrantes. Os maoístas na Índia são uma resposta a uma realidade social do Norte da Índia, assente no sistema de castas. Estão muito veiculados aos adivasis, uma minoria esmagada, que está fora do sistema de castas. O sistema de castas na Índia é horrível, no Norte é uma realidade que esmaga a sociedade. O fascismo hindu está a crescer, algo visível nos ataques aos não-hindus ou não-brâmanes: dalits, muçulmanos, adivasis, cristãos. Os budistas, sikhs, jainistas, têm escapado aos ataques, porque até agora os fascistas do Hindutva não arranjaram uma desculpa para os atacar, como sendo: serem uma religião estrangeira, ou serem parte do sistema de castas. Contudo é isso que pretendem a longo prazo, querendo criar uma Índia exclusivamente hindu. Tem-se visto uma escalada do racismo brâmane de forma assustadora.
    A isto só podem responder os comunistas.
    É aí que entram os maoístas. Os maoístas estão muito ligados à realidade do Norte da Índia, que é o centro do sistema de castas e do poder bramânico. Contudo não tinham conseguido se ligar à realidade do sul, que é distinto do Norte. O sistema de castas está em queda no sul. Sobretudo o nacionalismo tâmil, malayalam, (em essência o nacionalismo dos povos dravídicos anteriores à invasão ariana que instalou o sistema de castas aos povos ocupados), tem combatido o sistema de castas com vários argumentos: primeiro que é resultado da ocupação ariana e da destruição da civilização do Vale do Indo. A Índia pré-ariana era composta por 2 grandes grupos: os dravídicos, pessoas de pele muito escura, que compunham a brilhante civilização do Vale do Indo. Esta estender-se-ia desde o actual Afeganistão até ao Sul da Índia. Um outro grupo são os adivasis, um grupo de nómadas, de pele muito escura, que se presume serem os mais antigos habitantes da Índia. Eles foram subjugados e ocupados pelos invasores arianos. Em essência o sistema de castas criou um sistema racista, assente na noção que os povos ocupados, de pele mais escura, eram inferiores. Todos eles foram colocados como dalits ou como sudra, um termo que significa servo e que é a casta mais baixa da Índia. Todas as outras castas são os vencedores, os arianos, de pele mais clara. Há 4 castas na índia: os brâmanes, que são a elite, cuja função é unicamente religiosa. Estão inibidos de fazer qualquer trabalho manual, ganham a vida com o pagamento dos serviços religiosos. Contudo devido ao seu estatuto sagrado, receberam grandes doações de terras, dinheiro, tornando-se uma elite muito rica até ao início do século XX. Contudo nem todos eram tão ricos, alguns são como a pequena nobreza europeia, limitavam-se a ganhar dinheiro com os serviços religiosos, com as doações. Enquanto o hinduísmo foi um sistema dominante e a religião dominou as pessoas até aos anos 60, eles eram uma elite. Depois há os Khsatrya, os guerreiros ou reis. Depois há os vashia, comerciantes ou burgueses. Estas são as elites dos invasores arianos. Depois há os sudras. Eram os servos. Eram verdadeiros escravos. Eram a maioria dos arianos. Aquando da conquista dos arianos, os dravídicos e adivasis foram misturados com eles, daí que os sudras sejam pessoas de pele mais escura. Depois há os dalits, o restante dos ocupados, que foram relegados à função de escravos, servos, fazendo os trabalhos mais vis. Eram 60% da população da Índia à entrada no século XX. É preciso clarificar isto. A maioria dos arianos são servos e partilharão o mesmo destino dos dalits, que têm uma origem dravídica.

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    Curiosamente, o nacionalismo dos vários povos dravídicos, que se refugiaram no Sul, recuperou este legado e tenta separar o sul da Índia, para romper com o sistema de castas. Este nacionalismo tâmil, malayalam, está ligado a esta questão. Ou seja tem um potencial de luta contra um sistema racista. Surgiram inclusive grupos como os Panteras Dalits e frente de libertação dos tamils, malyalas, etc. Esta luta foi ignorada por alguns grupos comunistas. Isto em parte deve-se a quererem manter a Índia unida. Até aí não sou contra. De facto, se os comunistas ganhassem o poder na Índia, abolissem o capitalismo e as castas, não haveria razões para separar as várias regiões. Num futuro distante, quando o capitalismo fosse derrotado, de facto todos os países do mundo poderiam aspirar à sua independência, mas todos percebemos o potencial que terá uma Índia comunista. Seria uma conquista fantástica para o marxismo, como a gloriosa URSS.
    Contudo a questão chave é que durante muito tempo a luta comunista na Índia foi apresentada como sendo rural, contra os grupos de psicopatas fascistas hindús no norte. Na zona norte, o hinduísmo predomina, mas nas cidades o sistema de castas está em decomposição. Os jovens afastam-se dele. Contudo nas zonas rurais do norte, o sistema de terror mantém-se. Histórias de dalits queimados vivos são comuns. Os muçulmanos vivem no terror, sendo crescentemente atacados. Assim a guerrilha maoísta parecia ter uma luta muito localizada e restrita à luta contra esta barbárie.
    Contudo falta-lhe aparentemente ligação com o resto da Índia, mais urbano, mais ligado a uma luta de classes num sentido mais clássico. Inclusive notou-se alguns movimentos perturbadores no Sul. Os movimentos tâmiles, malayala, entre outros, estavam ligados ao marxismo e às justas reivindicações de autonomia ou independência dos povos do sul. Defendiam o fim do sistema de castas, uma sociedade marxista, o confisco de toda a propriedade, uma Índia plural ou a partição da Índia em dois blocos: uma Índia do Norte, ariana, hindu, mas com uma importante minoria muçulmana; um bloco do sul, com vários estados dravídicos e adivasis, com a maioria hindú, mas com grupos importantes de muçulmanos, budistas, mazdeístas, cristãos nestorianos, etc.
    Contudo nos últimos tempos surgiram grupos de pseudo-nacionalistas, que em vez de apontarem ataques aos sistemas de castas como expressão da opressão, lançaram um discurso de racismo contra os hindús, com slogans ridículos como “brâmanes fora da Índia”, “arianos fora da Índia” e a sugerir a deportação das populações não-dravídicas do país. Isto é ridículo. Os arianos são uma raça que entrou na Índia há 3 mil anos. Ainda que tenham entrado como agressores, passaram-se 3 mil anos, hoje eles são parte da Índia actual. Além do que a maioria dos arianos faz parte da casta sudra, onde foram misturados com os dravídicos escravizados. São servos, tão oprimidos como os dalits, não eram uma elite opressora. Registaram-se ataques a templos hindús no Sul ou contra hindús pobres. Começaram a defender o regresso a uma religião ancestral, anterior ao hinduísmo dos arianos. Até aí nada de errado. Contudo começaram a surgir comentários ridículos, apontando que a religião dravídica era esta e com implícitas sugestões de que todos os outros grupos religiosos, hindús, budistas, muçulmanos, cristãos, eram traidores. Daqui até aos ataques a estes grupos é um passo. Isto é totalmente distinto do que os marxistas defendiam.
    Outra realidade que pouco se fala é o empobrecimento de alguns brâmanes no Sul. No Norte, um brâmane é alguém da elite, rico e opressor. São escória racista, que queima vivos dalits, muçulmanos e comunistas. No sul, devido ao declínio do hinduísmo, graças ao nacionalismo dravídico, os brâmanes rurais são hoje pessoas empobrecidas. Não podendo trabalhar, nem fazer nada que não seja serem sacerdotes, ficaram esmagados numa nova sociedade industrial sem função para eles.

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    Sem receberam os pagamentos pelos serviços religiosos que dantes recebiam, muitos caíram na pobreza. O sistema de castas, que outrora os privilegiava, é agora o seu verdugo. Se eles trabalharem em qualquer trabalho manual, perdem a casta e são discriminados, passam a ser dalits. Se não trabalharem morrem de fome. Está-se a dar uma proletarização de alguns destes brâmanes no sul. Alguns marxistas alertaram para isto e apontaram que isto tanto podia ser uma hipótese de recrutar alguns destes novos proletários para o marxismo, como se tal não se lograsse, eles acabariam nas garras do fascismo hindú. Não por acaso, o Hindútva recrutou aqui alguns dos seus fanáticos. Empobrecidos, foram recrutas para o ódio fascista hindú, que lhes prometia recuperar antigos privilégios. O actual sistema de cotas não reconhece que haja brâmanes pobres que precisem de apoio. Apenas apoia as castas mais baixas. Logo esta classe está num paradoxo. No norte, um brâmane é um detentor de terras, um latifundiário ou grande industrial, rico e nazi. No sul, nas cidades há elites brâmanes, em essência capitalistas, muitos ligados às famílias inglesas do tempo colonial, mas há uma parte deste grupo que se está a proletarizar. Alguns trabalham de forma escondida nas fábricas, vivendo na mais abjecta miséria. Vários comunistas apontaram isto e criticaram o discurso racista contra os arianos. Os brâmanes são sempre pessoas de pele mais clara, no sul percebe-se logo quem é brâmane pela cor de pele. Este novo fenómeno de proletarização dos brâmanes demonstra que há uma nova realidade industrial que surge na Índia, à qual os comunistas terão de responder. Se vemos um bairro brâmane, com crianças vivendo na miséria, eles devem também ter o nosso apoio. Devemos dissolver todas as classes na Índia e envolver todos os povos da Índia numa ternura fraternal. O ariano que vive no norte, que é sudra, é tão pobre como um dalit. Por exemplo, a mítica Poolan Devi era uma sudra. Um muçulmano queimado vivo no norte rural é tão vítima como os dalits queimados. As esquerdas das “modas” só se foca em certos grupos, por modismo, ignorando outros. A solução para a pobrza dos dalits não é a deportação dos arianos, mas sim o fim das castas. A solução para a pobreza dos brâmanes não é a recuperação do sistema de castas e dos seus antigos privilégios, mas sim o fim das castas, a criação de uma só classe, a operária, até à dissolução final de todas as castas. Vários marxistas do sul da Índia apontaram que parte do renascimento do fascismo hindú se deveu à ignorância por parte de certos marxistas dos outros grupos que sofrem na Índia, com um foco mediático em algumas causas da moda e ignorando a realidade do quotidiano. A implosão dos brâmanes no sul deve-se ao avanço da sociedade industrial. A essa nova realidade, os comunistas devem reagir com um discurso que foca a classe operária como agente transformador. Se numa fábrica trabalham e lutam brâmanes, dalits, sudras, adivasis, siks, todos juntos, todos são operários, todos devem ter apoio. O independentismo tâmil nasceu como marxista e inclusive a ele aderiram os brâmanes marxistas, que no sul são tâmiles e falam tâmile, conquanto tenham uma origem ariana. Estes movimentos pseudo-tâmil ou pseudo-pró-dalits, são na verdades grupos da burguesia do sul. Alguma dela, quer antecipar uma possível partição da Índia e cooptar as causas do sul, para garantir que não se vá ao fundo da questão. Um exemplo disso foi a cooptação de líderes dalits no sul. Alguns destes líderes, ligados a ONGs com laços com a CIA, criaram partidos burgueses com a farsa de proteger os dalits. Esses partidos serviram apenas para lhes dar cargos. Promoveram a agenda capitalista, as multinacionais, fazendo apenas meia dúzia de medidas inócuas a favor dos dalits, como algumas cotas na universidade e pouco mais.

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    Sem surpresas, estes corruptos enriqueceram na política, surgindo um novo grupo de dalits milionários. Este grupo apropriou-se da luta dos dalits, do nacionalismo dravídico (de raiz marxista) para dar-lhe um cunho de ódio racista contra os arianos. Até os sudras arianos (tão miseráveis e discriminados como os dalits) foram atacados. Um pouco como o “feminismo” burguês, que se apropriou do feminismo genuíno, o proletário, para transformar a luta das mulheres em mero ódio aos homens. As mulheres são oprimidas porque os homens são maus. As mulheres são todas boas, como se vê no caso de Tatcher ou de Killary. As mulheres são oprimidas porque são mulheres, esquecendo que as ricas pouco ou nada sofrem. Ou que um homem pobre sofre mais do que uma mulher rica. Desconstruiu o sentido marxista da totalidade do ser humano, criando causas da moda e ódios da moda, povos “vítima” e povos “opressores”. Hoje devemos apoiar um gay nazi, como Jorg Haider, apenas porque é gay. Todos os gays são bons, como mostram os casos de gays como Haider, ou os grupos gay que apoiam Israel. Devemos votar em Killary porque é mulher. O sistema de cotas, criado para lutar contra o racismo, foi desvirtuado para ser usado como uma arma de cooptar líderes, subjugando-os ao sistema. E para dar ao sistema criminoso uma face “humana”.
    Assim o sistema capitalista na Índia aposta em várias jogadas, entre as quais criar ódios entre os povos da Índia. Iludir os dalits com a ideia de que o mal não é racismo, a desigualdade, mas apenas os brâmanes, os arianos. Iludir com o sistema de cotas, numa lógica de “se quiseres, acredita, que consegues”, esta propagada que visa branquear o capitalismo, dizendo que qualquer que queira, se lutar, consegue. Iludir os brâmanes, que a sua pobreza crescente não se deve à natureza da sua casta, que os encerrou num beco sem saída e os acorrentou à pobreza. Os brâmanes devem é abolir as castas, converter-se em classe operária. Os impedimentos religiosos que os impedem de trabalhar são a expressão do absurdo das castas, que os levaram à pobreza, impedindo-os de trabalhar em qualquer trabalho que não seja a função religiosa, levando a que este grupo já não faça sentido numa sociedade industrial. Outrora este sistema elevou-os ao topo, hoje é a sua sentença de morte. Se não abordamos estas questões, estes novos proletários vão aderir aos fascistas hindús, que lhes prometem restaurar os seus privilégios.
    Assim, saúda-se esta notícia, que aponta que os maoístas estão a expandir-se. Jharkhand, o centro maoísta, é no Norte, os tâmiles são no Sul.
    Se os maoístas se ligarem às lutas no Sul, de cariz patriótico, mas também de luta de classes, de abolição do sistema de castas, terão a vitória como certa. Só o marxismo o pode fazer. Só o marxismo tem a solução para isto: uma sociedade sem classes, igual, justa a fraterna, sem opressores nem oprimidos. Uma mulher como Killary não é uma vítima de machismo, é uma criminosa. Um operário pobre, pode não sofrer como homem, mas sofre como pobre. Esta notícia do vosso blog é transcendental, pois aponta que os comunistas começam a reagir à CIA. É bom afirmar isto: os maoístas sempre lutaram por uma Índia justa e fraterna, nunca atacaram nenhuma raça como opressora. Eu nunca vi os naxalitas ou os comunistas da Índia a dizer “arianos fora da Índia”, estes grupos são criações da CIA, como o feminismo burguês. E vejo com muito agrado que os maoístas se espalhem.
    O projecto deve ser uma Índia comunista, sem classes. A sua partição só pode ser feita na condição de serem estados comunistas, multi-étnicos.

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