miércoles, 11 de enero de 2017

Estados Unidos instalará una nueva base militar en Perú


Por Ariel Noyola Rodríguez

A tan solo unos días de abandonar la Casa Blanca, Barack Obama decidió no perder la oportunidad de reforzar el despliegue de las fuerzas estadounidenses en Sudamérica. Sucede que el gobierno regional de Amazonas (Perú), el Comando Sur de Estados Unidos ('U.S. Southern Command') y la empresa Partenon Contratistas E.I.R.L., acaban de firmar el proyecto de instalación de una nueva base militar, camuflada bajo el nombre de Centro de Operaciones de Emergencia Regional (COER) de Amazonas. El financiamiento de la obra será de poco más de 1'35 millones dólares y, tomando como fecha el 29 de diciembre de 2016, se concluirá en aproximadamente 540 días.
 
De acuerdo con la información proporcionada por el Gobierno peruano, la base militar estadounidense tendrá un helipuerto de 625 metros cuadrados; un edificio de dos pisos, en el primero de los cuales habrá un almacén de ayuda humanitaria de 1.000 metros cuadrados, mientras que en el segundo funcionará el COER junto con los módulos operativos (logística, comunicaciones, monitoreo, análisis, etc.). Además, contará con una sala de reuniones, una sala de prensa, dormitorios y un estacionamiento de 800 metros cuadrados.
 
No cabe duda, es intervencionismo disfrazado de ayuda humanitaria. A contrapelo de lo que se sostiene de manera oficial, no se trata de una estrategia orientada a fortalecer la capacidad de respuesta de los peruanos frente a las catástrofes naturales. Estados Unidos está clavando sus garras militares en el Cono Sur con el visto bueno del presidente de Perú, Pedro Pablo Kuczynski. La soberanía de Sudamérica está bajo amenaza.
 
Estados Unidos ya no necesita lanzar guerras de conquista para hacer valer su hegemonía sobre el territorio latinoamericano; ahora el disciplinamiento se lleva a cabo de una forma mucho más sutil: a través de iniciativas de militarización encubierta. Además de la lucha contra el terrorismo, Washington utiliza el combate contra el narcotráfico y su presunto compromiso con el respeto de los derechos humanos como excusas para entrometerse en los asuntos internos de otros países.
 
Perú constituye una plataforma decisiva para que Estados Unidos logre consolidar su plan de dominación sobre toda Sudamérica, una zona que, ya lo sabemos, posee reservas inmensas de recursos naturales estratégicos (gas, petróleo, metales, minerales, etc.). Por lo menos durante la última década, los gobiernos sudamericanos asestaron un tremendo revés a la gravitación económica y geopolítica de Estados Unidos en el continente.
 
Sin embargo, desde 2009 Perú no ha puesto resistencia alguna frente a la incursiones imperiales de Washington, con lo que se ha convertido en uno de los países de América Latina que tienen una mayor presencia de fuerzas armadas norteamericanas en su territorio: antes de aprobar la instalación de esta nueva base militar en el Departamento de Amazonas, el Comando Sur de Estados Unidos ya se había establecido a sus anchas en las regiones de Lambayeque, Trujillo, Tumbes, Piura, San Martín y Loreto.
 
Cabe destacar que la cooperación militar entre Washington y Lima no se restringe a la instalación de bases militares; Estados Unidos ha conseguido introducirse de lleno en los aparatos de seguridad y de defensa. Por autorización del Ministerio de Defensa de Perú, las unidades de operaciones especiales del Comando Conjunto de las Fuerzas Armadas, el Comando de Inteligencia y Operaciones Especiales Conjuntas y el Componente Especial del Vraem recibieron entrenamiento de parte de las fuerzas estadounidenses entre mayo y septiembre de 2016.
 
En paralelo, las fuerzas peruanas han venido realizando un sinnúmero de ejercicios militares conjuntos con Estados Unidos para, según sus argumentos, fortalecer sus estrategias de defensa frente a agresiones externas; siendo uno de los ejercicios más importantes el Ejercicio de Fuerzas Silentes (SIFOREX, por sus siglas en inglés), que se realiza cada dos años en el Mar de Grau, considerado uno de los ejercicios navales de mayor trascendencia internacional.
 
Perú refleja con claridad que Sudamérica atraviesa por momentos críticos y una fuerte campaña de hostigamiento. A la par de las dificultades económicas, la región es víctima de una poderosa ofensiva impulsada desde el exterior que intenta, a través de diversas formas, intensificar la presencia de Washington.
 
Las incursiones militares de Estados Unidos en la región se están abriendo camino a paso veloz, un tanto por el giro de varios gobiernos hacia el conservadurismo –fundamentalmente tras la llegada de Mauricio Macri a la presidencia de Argentina y la destitución parlamentaria de Dilma Rousseff en Brasil–, y otro tanto por el esfuerzo permanente para socavar la influencia de países como China, Rusia e Irán.
 
Armarse hasta los dientes en Perú representa un asunto vital para Estados Unidos para, tiempo después, llevar a cabo la instalación de otra base militar en Argentina, justo en la frontera con Brasil y Paraguay. Indudablemente, la construcción de un mejor futuro para los países sudamericanos corre un grave peligro…




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2 comentarios:

  1. A intervenção militar russa na Líbia estará eminente?? Esta notícia aponta que Haftar visitou o navio cruzeiro da marinha russa Kusnetsov para negociar uma possível intervenção militar russa no país. Isto liga-se à notícia que Saif-al-Islam foi libertado e está a ser preparada a restauração da Jamahiriya. Haftar é descrito como sendo um homem da CIA, logo são possíveis dois cenários:
    -A Rússia coloca Saif-Al-Islam no poder, junto com a sua irmã Aisha. O general Haftar fora um antigo braço-direito de Gadafi, antes de o trair nos anos 80 e desertar para o Ocidente. Pode ser que agora sinta que o vento sopra a favor da Rússia, que Obama é um inepto e que a Líbia como está não pode continuar. Todo o oportunista pode por vezes pôr-se do lado do bem, quando mais nada resta, tal como os aliados se uniram à URSS contra Hitler. A Líbia é hoje um caos, com milícias incontroláveis, uma população submetida a toda a casta de atrocidades. Pode ser que Haftar perceba que a Rússia lhe pode dar um cargo de poder. A barganha (não tenhamos sobre isto ilusões), pode ser colocar Saif-Al-Islam no poder. Ele restaura a Jamahiriya, laica. Só os Gadafi têm prestígio para unir a Líbia, depois do caos e da barbárie de 2011-2016, nem o ISIS nem a Al-Qaida, ou os miseráveis “rebeldes” têm já qualquer crédito. Em seguida Haftar retoma o cargo de general que tinha com Gadafi, ou quiçá a Rússia lhe permita sair da Líbia ileso. Saif-Al-Islam restaura a política do pai, a Líbia retoma a normalidade. Porque a Rússia faria isto, quando observou passivamente a destruição da Líbia em 2011?
    Duas coisas estão em jogo: a primeira é a estabilização do Médio Oriente. O ISIS ameaça expandir-se para o Egipto, Marrocos, Mali, tudo países adjacentes da Líbia, destabilizando todo o quadro político. Isto pode bem potenciar uma guerra mundial. Trump chegou ao poder e prometeu acabar com o intervencionismo neo-con. Classificou o derrube de Gadafi como “um absurdo” e disse que “a Líbia estava melhor com Gadafi do que sem ele. Agora é um caos.” Entretanto Trump é eleito. Assad ganha Alepo e em essência sente-se no ar o mesmo cheiro que em Stalingrad: a vitória é apenas uma questão de tempo. Outro detalhe interessante que foi totalmente omitido durante a campanha presidencial dos EUA, foi que o Conselho das Tribos da Líbia dera o seu apoio a Trump. Ver aqui : http://libyanwarthetruth.com/breaking-libya-great-tribes-libya-endorse-donald-trump-us-president
    Isto na sequência da condenação de Trump da invasão de 2011.

    Ou seja, Trump recebe apoio das tribos líbias, fiéis a Gadafi. Este é eleito. Quer-se ver livre da questão líbia, que se tornou um pesadelo de caos, que ninguém sabe como resolver. Está inclusive a colocar o perigo de desestabilização de todo o norte de África. De súbito, Haftar, um típico oportunista golpista, vê-se com as calças na mão. Lançou-se na conquista da Líbia por ordem de Obomba e prometera falsamente restaurar o laicismo e expulsar a Al-Qaida, quando na verdade trabalhava para a CIA. Contudo, a eleição de Trump mudou tudo. Viu-se subitamente do lado perdedor. Nada mais lhe resta do que se aliar à nova estratégia de Trump. Esta consiste em deixar os povos resolver os seus problemas, por fim ao intervencionismo tresloucado, para que a América comerceie com todo o mundo. Em certas declarações que fez durante a campanha, Trump sugeriu que apoiaria que a Líbia voltasse à era de Gadafi.
    Nada mais resta a Haftar, agora sem o apoio do trio Obomba-Macain-Killary, do que se aliar a Trump e Putin. De súbito, Saif-Al-Islam (muito popular e querido na Líbia, que está nostálgica de Gadafi) é libertado. Fala-se de 15-20 mil soldados da Jamahiria que regressarão ao país. Uma coincidência?

    Continua

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  2. Continua

    A Rússia, interessada em estabilizar o Médio Oriente (neutralizar o ISIS na Líbia é importante para derrotar de vez esta praga) pode intervir. Depois do sucesso na Síria, a Rússia é amada como a porta-voz da paz (na verdade tal se deve à popularidade da URSS, que sempre foi vista como uma potência que defende os povos e não como uma agressora. Os povos da Líbia e Síria sempre foram simpatizantes da URSS). Outro detalhe que quase nunca se menciona é o facto chave de uma potencial base russa em Bengazi. Muito poucos mencionaram que em 2008, Medvedev e Putin discutiram como Gadafi a criação de uma base russa em Bengazi. Tal acabou a não se concretizar. Isto é um pesadelo dos EUA. Estes sempre quiseram cortar o acesso da URSS ao mediterrâneo e esta base devia ser impedida. Este pode ter sido um dos motivos da guerra de 2011. Em 2011 Gadafi é barbaramente assassinado. A Rússia (sem surpresas para ninguém) nada fez para o impedir. Mas depois, com Alepo e o recente sucesso sírio tudo mudou. Com a eleição de Trump e o ressurgir da Rússia como superpotência mudou tudo. Agora a Rússia quer resolver os problemas que Obama criou, porque tem nisso interesse. É agora uma superpotência. E conta com a carta branca de Trump.
    Trump quer-se ver livre do problema do ISIS, sem comprometer os EUA noutra guerra. O slogan da sua campanha foi a não-intervenção e nem um dólar gasto em intervenções armadas. A Líbia tem muito petróleo e uma posição estratégica crucial no Norte de África.
    Todos têm interesse na sua estabilização, à excepção da psicopata neo-com Killary e de Obomba e Macain, que querem petróleo a circular num país em caos.
    Contudo para estabilizar a situação, é preciso um consenso.
    A Rússia apoiará um regresso triunfante de Saif-Al-Islam, junto com a família Gadafi. Estes recuperam o poder. Restauram a Jamahirya. Evidente que a Rússia não quererá uma Jamahiriya socialista como a de Gadafi, exigirá certas concessões ao mercado, mas neste momento é o melhor que se pode ter, tal como com Assad, uma república, laica, com um forte controlo estatal de certos sectores, mas não inteiramente socialista. Ou como no Donbass, com certas medidas sociais da antiga URSS, mas não o comunismo (não tenhamos ilusões com Putin). A Rússia estabelece uma base em Bengazi e Trump e Putin decidem os acordos de recuperação e a Líbia volta a comerciar com todo o mundo. Saif-Al-Islam foi sempre o filho de Gadafi com mais inclinação para o mercado, para ideias tipo Putin ou Assad. Daí Muamar Gadafi não querer que assumisse o poder. Contudo, foi fiel ao pai e nunca traiu a Jamahiriya. Outra solução será Aisha-Gadafi.
    Na verdade, Aisha era a preferida de Gadafi para o suceder, pois ele considerava que de todos os seus filhos, era a mais culta, inteligente e com ideias próximas do pai. É o sector mais à esquerda, mais próximo do socialismo. O pai sempre a quis colocar no seu lugar. É uma mulher livre, moderna, o exemplo de uma Líbia laica e socialista. Contudo, quiçá o facto de ser mulher, faça temer que não consiga reunir o consenso numa Líbia estilhaçada.
    Se isto tudo se confirmar, pode ser um volte de face tão espantoso como em Alepo.

    Retirado de: https://jamahiriyanewsagency.wordpress.com/2017/01/12/تدخل-عسكري-روسي-وشيك-في-ليبيا/

    (accionar o Google translate que está na página para dar em castelhano)

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