lunes, 27 de febrero de 2017

Aisha Gaddafi, el dolor de cabeza de la OTAN en Libia




Tras cuatro años de silencio, en 2016, Aisha, a través de una carta desde Eritrea, donde residía en ese momento, exhortó a los libios a oponer resistencia a Occidente y se proclamó a sí misma como la heredera de Muamar y "la madre de Libia".
 
El canal inglés BBC la menciona y divulga nuevas imágenes del linchamiento de Muamar Gaddafi, mientras que la OTAN, al conocer de la carta, convocó una reunión extraordinaria en los Países Bajos para discutir la situación en Libia, escribió Mirror Spectrum.
 
"Aisha representa una amenaza real dado a que es la única de todos los hijos del líder que podría influir en los ánimos de los libios", según  el portal ruso MirTesen.
 
"Ella es capaz de defender a 'sus hijos' libios. Educada en la Sorbona, Aisha ya ha anunciado la creación de un Gobierno oculto en Libia y fuera de sus fronteras", explicó Mirror Spectrum.
 
Antes de que se produjeran los ataques terroristas de la OTAN y el golpe de Estado en el país árabe, circulaban rumores de que precisamente la hija más rebelde encabezaría la nación después de su padre. Aisha se puso el velo islámico y se encabezó a su pueblo para protestar contra la incursión de Occidente.
 
Después de que la capital libia de Trípoli fuera tomada por los terroristas, Gaddafi ordenó a Aisha huir del país. Lo hizo a tiempo. En los bombardeos realizados por la OTAN en Libia en 2011 ella perdió a su esposo y a uno de sus hijos.
 
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2 comentarios:

  1. Há que acrescentar uma coisa importante.

    Aisha representa a linha mais à esquerda dos filhos de Gadafi. Saif-Al-Islam é sem dúvida um homem corajoso e um patriota. Contudo economicamente foi defensor de uma linha de abertura do regime, que levou o regime de Gadafi a abrir-se economicamente entre 2003-2011. Essa linha entendia que no pós-1991, a Líbia só teria hipóteses de sobreviver se fizesse certas cedências aos EUA. Essas cedências foram: a admissão da culpa líbia no atentado de Lockerbie, apesar de estar provado que a Líbia nada teve a ver com o atentado; abertura de parte do sector económico líbio ao sector privado imperialista, permitindo a entrada do FMI e a regressão de certas medidas sociais da Jamahiriya. Neste interlúdio, o outrora famoso revolucionário Gadafi chegou a ser recebido de braços abertos por Sarkozy, Bush e os líderes imperialistas. A Líbia também trocou informação com a CIA para combater a Al-Qaida. Apenas não cedeu na questão de abandonar as causas palestiniana e curda, que Gadafi sempre se recusou a trair. Isto foi visível na tragédia em Bengazi. Não foi por acaso que foi nesta cidade que se deu o início da “revolução” de 2011. Um facto que quase sempre passa despercebido nas análises à tragédia líbia é que parte da traição à Revolução Verde se começou a preparar antes de 2011. Com a abertura ao sector privado, surgiu de imediato uma burguesia em Bengazi, segunda cidade do país, entre 2003-2011. Essa burguesia, de meninos bem, corruptos, merdas humanas, rapidamente puseram a conspirar a queda de Gadafi. Como toda a burguesia serve-se de duas ideologias totalitárias, usadas contra o marxismo: o fascismo e o pseudo-progressismo. Este último é por norma conhecido pelo nome de “esquerda moderna”, os Syrizas. Bengazi tornou-se simultaneamente um centro do fascismo islâmico e ao mesmo tempo da burguesia liberal, que queria “modernizar” a Líbia. Tradução: vender a pátria ao imperialismo, destruir a natureza social, religiosa, humana da Líbia. Ou condenavam Gadafi por não aplicar a charia e querer construir um Islão laico e tolerante, ou no outro extremo, as syrizetes acusavam Gadafi de “não respeitar a democracia, os direitos humanos” e o típico blábláblá da cassete dos direitos humanos. Estas fortunas rápidas que se fizeram com a abertura, orientaram estas pessoas para a exigência do mercado, do capitalismo e do derrube de Gadafi. Em essência, foi um suicídio.
    Aqui vem a parte crucial. Aisha representa a linha mais à esquerda e opôs-se a este rumo que Saif-Al-Islam seguiu. Ela representa a linha à esquerda, que defendia que a Líbia devia manter o seu rumo de resistência tal como sempre fez e não ceder um milímetro. Uma GRANDE MULHER!! A história deu-lhe razão. Outro aspecto crucial é que Gadafi sempre se inclinou para ela o suceder, sentindo que ela era a pessoa certa. Contudo o facto de ser mulher levou a que Muamar temesse que não fosse aceite pelo exército, uma instituição chave para manter o poder. A linha de Saif predominou, provavelmente porque Muamar se convenceu que ele, sendo homem, seria melhor aceite pelo povo.

    Continua

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  2. Continua

    Assim, Aisha é a que representa a linha que nós comunistas devemos apoiar. Quero clarificar desde já, que isto não põe em causa que Saif fosse um patriota convicto. Apenas não é um socialista clássico e convenceu-se que no mundo pós-soviético, não era possível manter um estado inteiramente socialista na Líbia. Esse erro ideológico é infelizmente muito comum no comunismo actual e custou caro à Líbia. Mas é justo dizer que Saif lutou e ainda luta pela Líbia. Sofrendo à 6 anos uma prisão bárbara sem nunca renegar a sua pátria e o seu pai. O facto de ter sido protegido em Misrata, onde as milícias locais (em essência a burguesia líbia que se criou na abertura, mas que não apoiaram o derrube de Gadafi, nem querem a invasão estrangeira) demonstra que Saif é o preferido da burguesia nacional (assim como da Rússia e Síria) para restaurar a ordem. Um pouco na lógica de uma burguesia nacional como a de Assad, que não se vende ao império, mas sobre a qual não devemos criar ilusões. Eles querem um socialismo pequeno-burguês, ao passo que Aisha alinha na lógica do socialismo tradicional da Jamahirya, antes do fim da URSS.
    Assim, nós comunistas devemos apoiar Aisha. É uma grande mulher. Uma mulher culta, elegante (é um sex-symbol na Líbia) e sobretudo muito inteligente. Seria excelente para a Líbia e também um grande passo ter uma mulher no poder num país muçulmano, na mesma lógica que o Ocidente teve de colocar as mulheres como iguais. Entre Saif e os psicopatas do ISIS, não há dúvida que devemos apoiar Saif. Mas se pudermos pôr Aisha no poder, é Aisha que deve governar, se ela tivesse ganho a sua posição ideológica, essa escória de Bengazi não teria crescido como cresceu.
    Atentemos a este jogo na Líbia!!

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