sábado, 1 de julio de 2017

INDIA: Bandas fascistas-hinduistas asesinan a trabajador musulman en Jhanrkhand. (Avani News)


Un trabajador musulmán fue asesinado por una turba fascista-hinduista de unas 100 personas que le acusaba de supuestamente transportar carne de vaca, en el estado nororiental de Jharkand.

En un vídeo que circula en las redes sociales se puede ver cómo un grupo de hombres rodean a la víctima, sentada en el suelo, y le propinan patadas y después prenden fuego al coche en el que supuestamente transportaba la carne.

Bajrang Dal activists killed my husband: Widow of man lynched in Jharkhand

The wife of the man who was lynched in Jharkhandʹs Ramgarh district on suspicion of carrying beef has alleged that the mob that beat her husband to death mostly included Bajrang Dal activists. ʹThey were rogues owing allegiance to the Bajrang Dal,ʹ Mariam Khatoon told Hindustan Times on Friday.

 Other reports also claimed that members of the Bajrang Dal Gau Raksha Samiti had stopped his vehicle and lynched him.

 A group of people on Thursday had lynched Asgar Ansari near Bajartan village and set his van on fire. He was taken to a hospital by the police, where he died during treatment. The police have imposed prohibitory orders under Section 144 in Ramgarh district.

ʹNot a beef traderʹ

Mariam Khatoon has denied claims that her husband traded in beef. ʹHe was into coal trading,ʹ she told Hindustan Times.

 The manʹs sister-in-law Abida Khatoon also blamed the police for patronising and protecting Bajrang Dal members. ʹThey are targeting and killing Muslims, while the police are deliberately looking the other way.ʹ

Ansari, who is survived by his wife and six children, was the only breadwinner.
Bajrang Dal denies involvement

While Bajrang Dalʹs Ramgarh chief Chhotu Verma has been absconding since Thursday night, the groupʹs Jharkhand chief Devendra Gupta has denied any responsibility.

ʹIt is unfortunate that the two organisations [Bajrang Dal and Vishwa Hindu Parishad] have
 
Visto en Dazibao Rojo 
 
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3 comentarios:

  1. AnonimoTrotskista2 de julio de 2017, 3:11

    Desde há tempos que alerto para este racismo hinduísta, que está a crescer de forma assustadora. O sionismo começou assim, como “pequenos” actos de racismo, até se tornar o tumor que hoje vemos.
    É bom assinalar que estas medidas, como a proibição de comer carne de vaca, são medidas graduais, que visam preparar a total discriminação e possível expulsão ou conversão forçada dos não-hindús, que são 20% da população!
    Este racismo tenta justificar-se com pretensos argumentos históricos, contudo não tem nenhuma base para tal. Desde sempre os não-hindus comeram carne, desde os muçulmanos, aos cristãos, aos dalits e as castas baixas hindús, que sempre comeram carne de vaca. Que questão se coloca agora, que dantes não se colocava?
    Para já, a estratégia destes nazis, consiste em vender que todos os não-hindús, são traidores que aderiram a religiões invasoras, que entraram na Índia pela invasão, tais como os muçulmanos no século X, ou os cristãos no século XV. Quanto aos budistas, jainistas e sikhs, como são sistemas filosóficos autóctones emanados do hinduísmo, não têm contra eles a carta teórica do “são invasores”. Contudo, decerto que já preparam alguma argumentação para atacar esses grupos. Provavelmente, irão acusá-los de serem heréticos e vão dizer que os hindús são a maioria e por isso quererão impôr aos não-hindús que ou se convertem ao hinduísmo ou serão mortos ou expulsos. Não me surpreendia que na Índia, tivéssemos algo como o Édito dos Reis Católicos expulsando os não-cristãos na altura.
    Em Israel, o racismo sionista é o mais perfeito exemplo de como o fascismo se lança de forma lenta e com pequenos passos. Nem há muito tempo, fomos brindados com declarações inacreditáveis por parte de altos responsáveis. Um verdadeiro criminoso, apareceu nos media a sugerir (eu não estou a brincar) que Israel tinha o “direito histórico” de ocupar a Jordânia, Iraque, Líbano, Síria, Arábia Saudita e o Iémen. Isto porque eram “terras bíblicas”. Devia expulsar todos os povos locais e colonizar de novo com judeus. Outras duas pérolas foram a sugestão de destruir a Mesquita de Al-Aqsa e aí reconstruir o Templo de Salomão e também proibir o chamamento à oração do muezim. A isto junte-se o súbito disparar de ataques a igrejas na Palestina e Israel, nomeadamente uma explosão na igreja sagrada onde Jesus fez o milagre da multiplicação dos pães. A igreja católica denunciou o terror sionista contra os cristãos árabes e até europeus que vivem em Israel, que se está a lançar. Alguém ouviu isto na grande “imprensa livre”? Alguém deu destaque a isto?
    Podemos imaginar a sugestão de, alguém em Itália, sugerir a demolição de sinagogas ou o súbito ataque a sinagogas, com o Papa apoiando isto. Interrogo-me se a imprensa se manteria silenciada.
    Israel começou por dizer que apenas queria uma parte da Palestina, para viver em paz. Agora, quer destruir os lugares sagrados não-judeus na Palestina e limpar todos os não judeus. A mais recente pérola, decerto que vocês camaradas leram ontem nas notícias, foi a sugestão de criar uma ilha artificial em Gaza, para acantonar os palestinianos, o que na prática significa sacralizar a limpeza étnica.
    Israel mostra como estas “pequenas leis” como proibir carne de vaca, são a base de uma estratégia totalitária e fascizante, que visa lentamente criar o racismo oficial.

    Continua

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  2. AnonimoTrotskista2 de julio de 2017, 3:12

    Continua

    O racismo está a alastrar no dito terceiro mundo, com os racismo locais a emergirem, após estarem dormentes por séculos. A ideia errada, em que muita esquerda caiu, de que o racismo só existiu e existe na Europa e nos brancos, é um equívoco fatal, porque impede de atacar o problema de base. Recentemente Israel debateu uma lei que visava proibir a apostasia do judaísmo, e a conversão dos judeus a outras religiões. Isto deveu-se a uma onda crescente de conversões ao cristianismo por parte dos judeus em Israel. A lei foi rejeitada, quiçá por algum último decoro e sentido de vergonha na cara, mas o que importa é o gesto e o significado que ele tem.
    São actos destes que preparam o racismo. E foi a incapacidade da esquerda marxista, quando estas coisas surgiram, de perceber isto, que permitiu a estes tumores crescerem. Que a CIA apoie isto não nos deve surpreender. É para isso que foi criada. Já o silêncio de parte do mundo marxista é que sim deve fazer reflectir. Foi a exploração emocional do Holocausto, que impediu qualquer debate sobre o absurdo que fora criar o estado de Israel, como se criou, à conta de destruir os povos que aí viviam. Nos anos 40 só se falava do pretenso “racismo árabe contra os judeus” que na verdade não existia. Existia sim era a denúncia dos planos sionistas de colonização da Palestina, com declarações públicas que iam expulsar os árabes. É óbvio que os árabes se opuseram a isto e denunciaram, nunca soube de ninguém que veja alguém a dizer que o vai invadir e expulsar de sua casa e o receba de braços abertos. Contudo, quando isto foi denunciado, um conjunto de intelectuais sionistas, com o apoio de alguma imprensa, lançaram uma campanha difamatória contra os palestinianos, acusando-os de anti-semitismo. E alguma esquerda marxista alinhou neste discurso, por razões que nos deviam fazer reflectir. Quem não se recorda do célebre “sionismo de esquerda”, uma mentira criada para seduzir o público a apoiar Israel, aparentemente ligando o sionismo ao marxismo, quando na verdade são opostos ideológicos. Na Índia, se passa o mesmo. Desde há anos que alguns marxistas indianos denunciaram a natureza do discurso que se está a montar na Índia e os objectivos que ele pretende. A manipulação do discurso anti-colonialista serviu para silenciar a esquerda marxista europeia (que permanece sendo a mais influente e numerosa) com medo de acusações de racismo e desorientar os marxistas dos países ex-colonizados, que poderiam desmontar este falso anti-colonialismo. O fascismo hindú assenta num conjunto de mentiras e manipulações. O que ele quer é uma Índia 100% hindú, ao mesmo tempo que enche a boca para falar do racismo europeu na Índia.
    A célebre frase de Brecht terá se ser reescrita: “primeiro vieram atrás dos muçulmanos, mas não me importei porque não era muçulmano. Depois vieram atrás dos cristãos, mas não me importei porque não era cristão. Depois vieram atrás dos sikhs, jainistas, budistas, e não me importei porque não era de nenhum deles. Até que vieram detrás dos marxistas, e aí já me importei, porque era um deles”. O verdadeiro foco deste fascismo é preservar o sistema de castas, com a máscara de que é uma “tradição”. E acusar os não-hindús de destruírem as tradições da Índia e atacar os hindús, quando na verdade quem está a ser atacado são os não-hindús. O verdadeiro foco é matar o marxismo na Índia, que quer abolir as castas. Para tal, estes nazis lançaram uma estratégia de contra-revolução cultural, para reorientar a luta política da abolição das castas, para um suposto “renascimento” hindú. Evidentemente que a ideologia fascista hindú, não chocaria apenas com os não-hindús, mas em última análise com o marxismo. Acabarão por chegar a nós, e já se vê isso na intensificação da luta contra os naxalitas.

    Continua

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  3. AnonimoTrotskista2 de julio de 2017, 3:13

    Continua

    É a mesma lógica que está por detrás das reivindicações de proibir a apostasia dos judeus, de destruir a Mesquita Al-Aqsa, de defender o véu islâmico, de defender a excisão, ou as exigências do “direito” dos pais Testemunhas de Jeová de proibir os filhos de terem transfusões sanguíneas. O que estamos a fazer é ceder em direitos fundamentais, classicamente defendidos pelo marxismo, em prol de novas noções revisionistas de pseudo-direitos. Em vez do direto ao estado laico, agora temos leis a proibir o consumo de carne de vaca, a exigir a criminalização da apostasia nos judeus, a proibir o consumo de porco ou álcool em escolas da Europa, para agradar ao muçulmanos, a permitir o ensino fundamentalista nas escolas do Utah, onde os cristãos mórmons na prática impõe aos não-mórmons o ensino da sua seita.
    Em vez dos direitos das mulheres ao voto, à liberdade, à igualdade, temos a defesa da excisão, das burqas, do ensino segregado e até se projectou uma marcha em Barcelona, por parte de um grupo que defendia o direito a violar uma mulher que saísse à noite e a retirada do direito de voto às mulheres e do seu direito ao trabalho!!!
    Em vez do anti-colonialismo marxista original, que visava a denúncia dos crimes coloniais e a solidariedade com todos os povos e a sua união na mútua fraternidade, agora temos um colonialismo usado pelos fascistas hindús para lançar uma campanha contra os não-hindús e aterrorizar quem denuncie com a acusação de “racismo”. O mesmo em relação ao racismo judeu, ao racismo árabe e a todos os outros. O anti-colonialismo pós-moderno, fabricado nos laboratórios CIA, é agora uma arma para um novo racismo. Só nos daremos conta, quiçá, quando o corolário lógico disto levar aos grupos nazis na Europa a exigir o mesmo, em nome da sua “cultura” e “tradições”.

    Quo vadis?

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